- Liberdade Democratas pediu à FCA que investigue Peter Mandelson por possível uso de informações confidenciais do governo em benefício próprio, com relação a Jeffrey Epstein.
- A deputada Daisy Cooper afirmou que divulgar informações sensíveis poderia ter dado vantagem injusta no mercado, com potencial lucro para Epstein ou associados, e que Mandelson também poderia ter lucrado.
- E-mails do arquivo Epstein indicam que Mandelson, quando secretário de negócios, teria alertado Epstein sobre eventos que moveram mercados, como a renúncia de Gordon Brown e o acordo de resgate eurozona de € 500 bilhões, horas antes de serem anunciados publicamente em maio de 2010.
- Também consta que Mandelson encaminhou a Epstein um documento confidencial em junho de 2009 com opções de políticas para fortalecer as finanças públicas britânicas, incluindo venda de ativos no valor de £ 20 bilhões.
- O caso levou Mandelson a se afastar do Partido Trabalhista e, recentemente, a renunciar à Câmara dos Lordes; a polícia metropolitana abriu investigação criminal sobre as acusações de vazamento de e-mails sensíveis, enquanto a FCA afirmou não comentar além do informado.
O Partido Liberal Democrata pediu à Autoridade de Conduta Financeira (FCA) que abra uma investigação imediata sobre Peter Mandelson, após novas informações sugerirem que ele pode ter compartilhado dados confidenciais do governo com Jeffrey Epstein, o financiador já envolvido em controvérsias. A solicitação aponta para possível uso de informações com impacto no mercado após a crise de 2008.
Segundo os liberais, o repasse de material confidencial a um financiador privado pode ter proporcionado vantagem injusta no mercado, seja por Epstein ou por seus associados. A deputada Daisy Cooper, também líder adjunta do partido, afirma que Mandelson pode ter se beneficiado da situação e que, se comprovadas as irregularidades, ele deveria enfrentar responsabilização criminal.
O pedido foi endereçado a Nikhil Rathi, chefe da FCA, destacando a necessidade de esclarecer se Mandelson ou terceiros lucraram com informações sensíveis ao mercado. Cooper ressalta que informações sobre eventos fiscais e políticos, incluindo a própria renúncia de Gordon Brown, teriam sido repassadas a Epstein pouco antes de serem anunciadas publicamente em 2010.
Conforme os liberais, emails recentes dos arquivos de Epstein indicam que Mandelson, na época secretário de Comércio sob Brown, teria enviado a Epstein avisos antecipados sobre movimentos de mercado. Entre os conteúdos, estariam informações sobre o resgate eurozônão e planos fiscais sensíveis. Os envios teriam ocorrido horas antes de tornarem-se públicos.
Cooper também aponta mensagens em que Mandelson envia a Epstein um documento confidencial com opções de políticas para equilibrar as finanças públicas britânicas, incluindo a venda de ativos equivalentes a 20 bilhões de libras. Outros trechos sugerem conversas sobre pressões ao Tesouro para tributar bônus de bancos, em 2009.
O Ministério Público britânico e a polícia de Londres já sinalizaram investigações sobre as possíveis leaks de emails de Mandelson para Epstein. Em nota, a FCA informou que a polícia Metropolitana já abriu apuração criminal e não comentou detalhes adicionais.
Mandelson não respondeu aos pedidos de comentário. O caso ocorre em um momento de tensão nos mercados globais, refletindo a instabilidade pós-crise e as complexas relações entre governo, finanças e figuras públicas. O episódio já provocou repercussões políticas e jurídicas no Reino Unido.
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