- Morales, ex-presidente indígena, não é visto desde o ataque dos EUA à Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro; seu paradeiro continua misterioso um mês depois.
- Antes disso, ele circulava livremente na Bolívia, participava de comícios, recebia jornalistas estrangeiros e votou nas eleições de 2025.
- O governo de Rodrigo Paz Pereira busca apoio dos EUA e a retomada da DEA; Morales expulsou a agência em 2008, em meio a tensões ligadas ao cultivo de coca.
- A versão oficial é de que Morales está doente; há rumores de dengue ou de fuga do país, inclusive com menções a México, mas não há provas.
- Morales voltou a usar as redes sociais para criticar o governo; analistas dizem que pode ter fugido ou estar mais doente, e que a reaparição da DEA pode complicar sua situação.
O ex-presidente boliviano Evo Morales está desaparecido desde cerca de um mês, após o ataque dos EUA à Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro. Morales, procurado por acusações de tráfico humano, não foi visto desde então, apesar de ter circulado livremente em regiões da Bolívia, participado de comícios e votado nas eleições de 2025.
Morales criticou publicamente a ação contra Caracas e manteve sua presença em rádios locais. Desde o episódio, ele não aparece mais em eventos públicos, no programa de rádio dominical nem em atividades políticas, gerando diversas hipóteses sobre seu paradeiro.
O governo de Rodrigo Paz Pereira, que assumiu após as eleições, busca apoio dos EUA para fortalecer a economia. A possível reentrada da DEA, expulsa por Morales em 2008, é uma das peças centrais do debate político, com perspectivas de mudanças na política antidrogas.
Contexto político e desdobramentos
Segundo fontes locais, Morales estaria em posição incerta dentro do Chapare ou em área rural, onde é alvo de investigações envolvendo denúncias de abusos cometidos durante seu governo. Grupos de camponeses e apoiadores sugerem que ele pode estar adoentado, embora não haja confirmação oficial.
Relatos não verificados apontam para possíveis deslocamentos entre México, Argentina ou outros países da região, mas a ausência de evidências e a falta de comunicado oficial mantêm o mistério. A imprensa acompanha o tema com vistas a esclarecer localização e estado de saúde.
Ao mesmo tempo, a oposição intensifica cobranças sobre o cumprimento de mandados e a atuação do governo frente à crise econômica. Analistas destacam que a volatilidade política brasileira e internacional tende a influenciar o cenário boliviano nos próximos meses.
Morales mantém atividade nas redes sociais, com publicações críticas ao governo atual. Enquanto isso, autoridades ressaltam que não há confirmação de fuga e reiteram que informações oficiais serão divulgadas conforme houver novidades.
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