- Jack Lang, ex‑ministro da Cultura, pediu demissão da presidência do Institut du Monde Arabe, em Paris, após revelações sobre contatos passados com Jeffrey Epstein.
- A saída ocorreu antes de uma reunião urgente do Ministério das Relações Exteriores para discutir os vínculos do político com Epstein.
- A Justiça financeira abriu investigação por suposta fraude fiscal agravada contra Lang e sua filha, Caroline Lang; ambos negam irregularidades.
- Caroline Lang participou de uma offshore com Epstein em 2016 para financiar a obra de artistas jovens e afirmou ter saído da empresa quando surgiram novas acusações em 2019.
- Lang aparece em mais de seiscentas entradas nos arquivos de Epstein, mas sustenta que conheceu o financista apenas como benfeitor e nega crimes.
O ex-ministro da Cultura francês Jack Lang renunciou nesta noite ao cargo de presidente do Institut du Monde Arabe, em Paris, após surgirem ligações anteriores com Jeffrey Epstein e a abertura de uma investigação fiscal pela Justiça francesa. A decisão ocorreu antes de uma reunião emergencial com o Ministério das Relações Exteriores.
A renúncia de Lang, de 86 anos, envolve ainda investigações sobre possível fraude fiscal agravada e lavagem de dinheiro envolvendo sua filha, a produtora Caroline Lang. Ambos negam irregularidades, segundo autoridades. A decisão foi anunciada após a divulgação de documentos ligados a Epstein.
Lang atuou no governo de François Mitterrand, entre os anos 1980 e 1990, e lidera o Instituto do Mundo Árabe desde 2013, órgão financiado pelo Ministério das Relações Exteriores francês e dedicado à promoção do entendimento com o mundo árabe.
Investigações e contestação
Lang aparece em mais de 600 até 2019 nos arquivos de Epstein, conforme reportagens. Caroline Lang também é mencionada, inclusive por ter criado uma offshore com Epstein em 2016 para financiar artistas jovens. Ela afirma ter se desvinculado do empreendimento.
Caroline Lang deixou a União dos Produtores Independentes recentemente, após surgirem informações sobre a offshore. Ela nega qualquer desvio de recursos e afirma ter atuado apenas para apoiar projetos culturais.
O inquérito financeiro, aberto pela Procuradoria de Paris, investiga supostas práticas de fraude fiscal e lavagem. A defesa de Lang afirma que não houve movimentação de recursos entre as partes envolvidas e que as verificações são normais no âmbito de investigações.
Entre na conversa da comunidade