- O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que os democratas vão impedir Trump de nationalizar as eleições de meio mandato.
- Jeffries disse que a sugestão de Trump de “tomar o controle” do voto é, na prática, roubo das eleições, e que não vão permitir.
- Ele ressaltou que a eleição será livre e justa, administrada por estados e autoridades locais conforme a Constituição.
- O governo de Trump tem questionado a integridade das eleições e movido ações judiciais sobre cadastros de eleitores; o FBI fez busca em Fulton County, Geórgia, no mês passado.
- O senador Adam Schiff afirmou que Trump pretende interferir e usar ações para subverter o resultado, caso perca, sugerindo que não há tolerância a esse tipo de postura.
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que o Partido Democrata vai impedir que Donald Trump nacionalize as eleições deste ano, tentando transformar o pleito em algo conduzido pelo governo federal. A declaração ocorreu após o presidente sugerir que os republicanos tomem o controle das votações.
Jeffries afirmou que, por meio de ações legais e mecanismos democráticos, o grupo não permitirá que o processo eleitoral seja federalizado. Ele ponderou que, até o momento, os democratas já frearam propostas de centralizar decisões sobre o voto.
Segundo ele, a eleição deve ocorrer de forma livre e justa, com estados e autoridades locais responsáveis pela aplicação das leis eleitorais. A fala ocorreu durante participação no programa State of the Union, da CNN.
Contexto
O tema ganhou força após Trump sugerir que os republicanos “assumam o voto” em meio a dúvidas sobre a integridade das eleições. A Constituição dos EUA dá aos estados o poder de estabelecer regras eleitorais, com o Congresso podendo regulamentar eleições federais, mas sem autoridade sobre a condução local.
O governo de Trump tem citado ações judiciais em vários estados, apontando irregularidades no registro de eleitores. O FBI realizou uma busca no escritório eleitoral do condado de Fulton, na Geórgia, envolvendo votos e informações de 2020, em uma operação sem precedentes.
As acusações de fraude vêm sendo contestadas e, em Fulton, já foram desmentidas repetidamente. Ainda assim, Trump mantém as alegações em discursos públicos, reforçando narrativa de interferência externa no pleito.
Senador Adam Schiff, da Califórnia, também comentou o tema, dizendo que Trump pretende subverter o resultado e pode buscar ações para contestar o voto caso haja derrota. Schiff avaliou que a mensagem é de não tolerar uma derrota eleitoral.
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