- Pesquisas de saída da NHK indicam a vitória expressiva do LDP na eleição para a Câmara baixa, com previsão de 274 a 328 cadeiras, acima das 233 necessárias para maioria.
- A coalizão com o Japão Inovação pode chegar a 302 a 366 cadeiras, ampliando o controle do bloco governista.
- Sanae Takaichi, primeira mulher a liderar o país, buscava respaldo claro para manter o governo e disse que se não houver maioria simples poderia renunciar.
- O plano de estímulo de 135 bilhões de dólares e a promessa de suspender por dois anos o imposto de consumo de oito por cento sobre alimentos foram temas centrais, mas geraram volatilidade nas condutas de mercados.
- A participação foi afetada pela neve e pelo frio, com queda no comparecimento, interrupções de transportes e cancelamento de voos domésticos; o comparecimento registrado era de 21,6% até quatro horas antes do encerramento.
O Partido Liberal Democrata (LDP) do Japão segue rumo a uma vitória expressiva nas eleições para a câmara baixa, segundo pesquisas de boca de urna. A NHK aponta 274 a 328 cadeiras, contra 233 necessárias para a maioria, com a ajuda do novo aliado, o Japan Innovation Party, estimando 302 a 366 assentos no total.
A votação ocorreu em domingo de tempo frio e forte neve em várias regiões. Sanae Takaichi, que lidera o governo desde a eleição interna que a conduziu à presidência do partido, enfrentou críticas sobre finanças públicas e a gestão de tensões com a China sobre Taiwan.
Takaichi abriu a campanha ao convocar eleições antecipadas e prometeu um pacote de estímulo de 135 bilhões de dólares para aliviar o custo de vida, além de uma suspensão de dois anos do imposto sobre consumo de 8% em alimentos. O plano tem impacto direto nas receitas, estimadas em cerca de 5 trilhões de ienes anuais.
Entretanto, as medidas de gasto foram recebidas com volatilidade nos mercados, gerando questionamentos sobre a saúde da dívida pública do Japão, que supera o dobro do seu PIB. Analistas destacam que, se a coalizão obtiver maioria absoluta, o governo terá maior espaço para avançar políticas fiscais.
Perspectivas e desdobramentos
A vitória pode oferecer margem para que Takaichi amadureça a relação com a China, segundo especialistas. Com o ciclo eleitoral interrompido até 2028, a primeira ministra pode focar na reaproximação com Pequim sem acarrear novas eleições imediatas.
Apoio popular com foco na juventude ajudou a alavancar a imagem de Takaichi, após críticas anteriores à sua gestão. Em meio a perguntas sobre a viabilidade de cortes no imposto sobre consumo, a reação do mercado foi tida como sensível a qualquer confirmação de reformas profundas.
O comparecimento às urnas ficou relativamente baixo, parcialmente dificultado pelas condições climáticas. A taxa de participação ficou em 21,6% com quatro horas para o fechamento, segundo o governo local, razão pela qual a contagem final pode se estender para a noite.
As próximas etapas envolvem a apuração completa e o anúncio oficial dos resultados, bem como a formação de comitês parlamentares. Caso a coalizão de Takaichi detenha maioria de 261 cadeiras, a gestão de comissões será facilitada para aprovar orçamento e leis.
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