- A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a atuar no STF em defesa do empresário Lucas Kallas, investigado pela Polícia Federal, em caso que tramita em sigilo.
- Ela pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, acesso ao processo no Supremo, para que as intimações sejam enviadas exclusivamente a ela; ainda não houve decisão.
- O escritório de Viviane atua no caso desde 2024, por meio de substabelecimento, e assina a petição enviada ao STF, mesmo não sendo o escritório original.
- Com esse caso, já são 32 os processos em que Viviane atua no tribunal onde Moraes é ministro, conforme o portal UOL.
- Em paralelo, na Operação Parkours, a PF bloqueou R$ 832 milhões de Kallas, de suas empresas e de investigados por exploração ilegal de minério e sonegação de impostos; o empresário negou irregularidades em depoimento à PF em setembro do ano passado.
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a atuar em um novo processo no STF na segunda-feira (2). Ela defende o empresário mineiro Lucas Kallas, alvo de investigação da Polícia Federal. O caso tramita em sigilo, e documentos apresentados por Viviane indicam envio da apuração ao STF no ano passado devido a foro privilegiado.
O pedido de acesso ao processo foi dirigido ao presidente da Corte, Edson Fachin. A defesa solicita acesso às peças no STF, alegando dificuldade de localizar o procedimento na Corte. A advogada pediu que todas as intimações sejam enviadas exclusivamente a ela. Não houve decisão até o momento.
O escritório de Viviane e seus filhos atua para Kallas desde 2024, após substabelecimento por outra banca. Embora não seja o escritório original, a petição encaminhada ao STF teve a assinatura apenas do time de Viviane. A atuação, conforme apurado pelo UOL, já eleva o total de 32 processos em que Viviane atua no tribunal onde Moraes é ministro.
Investigação de exploração de minério e sonegação
Em outra linha de apuração, Lucas Kallas teve R$ 832 milhões bloqueados pela Operação Parkours, da Polícia Federal. A PF aponta exploração ilegal de minério de ferro pela empresa ligada a Kallas em Belo Horizonte, com prejuízo aos cofres públicos.
A Justiça Federal em Minas Gerais autorizou, em 2025, buscas na empresa de Kallas e o bloqueio de R$ 832 milhões dele, de suas companhias e de outros investigados. O empresário negou irregularidades em depoimento à PF, realizado em setembro do ano passado, acompanhado de advogados do mesmo escritório.
A reportagem questionou o escritório que representa Kallas, que deu poderes ao escritório de Viviane. Não houve resposta até o fechamento deste texto.
Trechos da investigação indicam indícios de prejuízo ambiental e financeiro, com fraudes em declarações de venda de minério para reduzir a base de cálculo da CFEM, resultando em suposta sonegação de cerca de R$ 11 milhões. A defesa sustenta que as operações eram regulares sob fiscalização, conforme relatos de Kallas.
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