- Labour vai apresentar no Parlamento um projeto para reduzir a idade mínima de motoristas de trem para dezoito anos, em vez de vinte.
- Atualmente, menos de três por cento dos motoristas da Grã-Bretanha têm menos de trinta anos, e a idade média é de quarenta e oito anos.
- Segundo estudo, pode ocorrer déficit de dois mil e quinhentos motoristas em quatro anos devido ao envelhecimento da força de trabalho.
- O sindicato Aslef apoia a mudança, dizendo que atrair jovens aumenta a diversidade e ajuda a suprir a demanda de motorista.
- O governo afirma que a medida vai ajudar a evitar atrasos e cancelamentos, preparando o sistema ferroviário para o futuro.
O governo avança com a proposta de reduzir a idade mínima para condutores de trem em Grande-Bretanha, de 20 para 18 anos. A medida será apresentada pelo Labour na Câmara dos Comuns nesta semana, como tentativa de conter a possível escassez de milhares de motoristas.
Dados recentes apontam que menos de 3% dos condutores da rede britânica têm menos de 30 anos. A iniciativa visa evitar um êxodo maciço por aposentadoria que pode piorar a confiabilidade dos serviços, já pressionados por faltas de tripulação.
A média atual de idade dos 24 mil condutores do país é de 48 anos, e cerca de um quarto devem se aposentar até 2030. Estudo da National Skills Academy for Rail indica possível déficit de 2.500 motoristas em quatro anos.
Antes de comentários oficiais, a mudança é discutida no contexto de uma eventual nacionalização sob a Great British Railways. O objetivo é atrair jovens e aumentar a diversidade no quadro profissional.
Reações e perspectivas
Aslef, sindicato dos condutores, apoia a redução da idade mínima. A entidade afirma que ampliar a janela de recrutamento pode suprir a demanda e refletir melhor as comunidades atendidas. O porta-voz destacou o ganho de oportunidades para jovens.
Rob Kitley, dirigente da comissão de jovens da Aslef, afirmou que a mudança ajuda a “nivelar o campo” com outros transportes públicos, como ônibus e o Underground de Londres. A associação também ressalta o desafio de seleção, testes e treinamento que ainda persistem.
A transportadora e o governo não comentaram oficialmente antes do anúncio esperado. A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, já havia declarado que a medida pode “protear o setor contra atrasos” e ampliar o crescimento ao colocar jovens no mercado de trabalho.
Entre na conversa da comunidade