- Eleições no Japão apontam vitória do Partido Liberal-Democrata e do aliado Ishin, com maioria de dois terços na Câmara Baixa, segundo NHK.
- O PLD poderia conquistar sozinho mais de 300 dos 465 assentos, recuperando a maioria perdida em 2024; resultados oficiais devem sair na segunda-feira.
- A oposição deve perder grande parte de seus assentos; a Aliança Reformista Centrista pode perder mais de dois terços; o Sanseito pode obter entre 5 e 14 cadeiras.
- A primeira-ministra anunciou um plano de estímulo superior a € 110 bilhões e prometeu isentar alimentos da taxa de consumo de 8%, no contexto de inflação acima de 2%.
- Takaichi, admiradora de Margaret Thatcher, tem forte popularidade entre jovens; as tensões com a China aumentam após declarações sobre intervenção em Taiwan.
O Japão aguarda a divulgação dos resultados oficiais das eleições legislativas deste domingo, 8. A primeira-ministra Sanae Takaichi, líder ultraconservadora, busca ampliar a atuação do seu partido, o Liberal-Democrata (PLD), com apoio do aliado Ishin. As primeiras projeções indicam maioria esmagadora na Câmara Baixa.
Segundo a NHK, o PLD e Ishin podem alcançar até dois terços dos 465 assentos, com mais de 300 vagas. A previsão representa o melhor desempenho do PLD desde 2017, quando Shinzo Abe ainda comandava o partido.
A confirmação provisional das sufragens ocorreria apenas na segunda-feira, 9, ao longo do dia. A oposição, encabeçada pela Aliança Reformista Centrista, pode perder parte relevante de seus assentos, enquanto o Sanseito deve obter entre 5 e 14 cadeiras, conforme a NHK.
Takaichi, aos 64 anos, chegou ao poder em um curto intervalo após dissolução da Câmara Baixa em 19 de janeiro, lançando uma campanha relâmpago. Ela defende uma linha fiscal mais rígida e uma economia mais robusta, com medidas consideradas por setores financeiros de maior estímulo.
Entre as medidas anunciadas, destaca-se um pacote de estímulo de mais de €110 bilhões e a proposta de zerar a taxa de imposto sobre consumo de 8% para alimentos, visando reduzir o custo de vida. As ações geraram nervosismo nos mercados e elevaram a rentabilidade da dívida japonesa.
A premiê tem forte apoio entre jovens e é apontada como um fenômeno nas redes sociais. Em termos de política externa, Takaichi é vista como defensora de uma postura firme, com tensões com a China aumentando após declarações sobre possível intervenção em caso de ataque a Taiwan.
Em Pequim, analistas destacam que a liderança de Takaichi pode exigir cautela na relação com a China, mesmo com recepção positiva de algumas medidas internas. A expectativa é de que o governo concentre-se em consolidar a agenda interna até novas eleições, previstas apenas para 2028.
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