- Decisão do Superior Tribunal de Justiça afastou o conselheiro José Gomes Graciosa do TCE, abrindo uma vaga no tribunal.
- Graciosa foi condenado a treze anos de prisão por lavagem de dinheiro envolvendo pagamento de propina em contratos públicos ao longo de dezessete anos.
- A vaga tende a ser usada por o governador Cláudio Castro (PL) como moeda de troca nas negociações para um mandato-tampão e eventual afastamento em abril.
- Entre os nomes mais cotados para ocupar o cargo estão Marcelo Delaroli (PL), Rodrigo Abel (secretário-chefe do gabinete de Castro) e Rodrigo Amorim (líder do governo na Alerj).
- A oposição classifica a possível indicação de Castro como “surpresa ruim” e pretende resistir a qualquer escolha, acelerando a definição conforme o calendário pré-eleitoral.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça que tirou José Gomes Graciosa do cargo de conselheiro do TCE do Rio abriu uma vaga no tribunal. A retirada ocorreu após condenação por lavagem de dinheiro, com pena de 13 anos de prisão. A remoção intensifica as negociações políticas no estado.
A vaga surge no momento em que o governador Cláudio Castro, aliado do PL, busca fortalecer sua posição em meio a negociações para um mandato-tampão. Aproxime-se de abril, com eleições indiretas para escolher um afastado até dezembro.
A oposição classifica a possível indicação de Castro como um movimento estratégico de força política, a ser utilizado em composição de alianças para o calendário eleitoral que se aproxima.
Quem são os candidatos mais cotados
Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí, aparece entre os nomes mais citados para ocupar a vaga. Delaroli é irmão do presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, e integra o eixo político ligado ao Palácio Guanabara, conforme apuração.
Rodrigo Abel, chefe do gabinete de Castro, é visto como o principal articulador do grupo próximo ao governador. Sua indicação fortaleceria a presença do núcleo político do atual governo no TCE.
Rodrigo Amorim, da base da Alerj, é apontado como o menos provável entre os três por ajustes políticos menores, segundo fontes ligadas ao Legislativo. Amorim ganhou notoriedade nacional em 2018.
Contexto e leituras políticas
A escolha deve ocorrer com rapidez, em função do calendário pré-eleitoral e da necessidade de manter governabilidade. A indicação pode alinhar interesses entre o governo estadual e a base na Alerj, além de influenciar o desenho de possíveis alianças para 2026.
A oposição já sinaliza resistência a qualquer indicação, prometendo reagir contra nomes que considerem alinhados ao governador. A disputa envolve a definição de votos e apoio em meio a tensões entre grupos dentro do PL.
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