- Queensland poderá ser o primeiro estado da Austrália a proibir a frase “from the river to the sea” sob reformas abrangentes de discurso de ódio anunciadas pelo governo.
- As leis, que devem ser apresentadas ao parlamento nesta semana, preveem pena de até dois anos de prisão para distribuir, publicar, exibir ou recitar frases proibidas com a intenção de causar menace, assédio ou ofensa.
- A iniciativa também cria contravenção para atrapalhar ou assediar pessoas em serviços religiosos (pena máxima de três anos), além de aumentar punições para agressões a autoridades religiosas (cinco anos) e danos a locais de culto (sete anos).
- Em relação a símbolos proibidos, a lista será expandida para incluir emblemas nazistas, bandeiras do Hamas, Estado Islâmico e Hezbollah, com pena máxima que passa a dois anos.
- As medidas chegam após o ataque a Bondi, com o governo afirmando que as reformas são uma resposta direta para impedir incitação ao ódio e à violência.
O governo de Queensland anunciou uma reformulação ampla sobre discurso de ódio que pode tornar proibidas expressões associadas a grupos extremistas. A medida deve avançar no parlamento nesta semana. A proposta surge após o ataque em Bondi, que deixou 15 mortos durante uma celebração religiosa.
A legislação cria um novo crime: distribuir, publicar, exibir ou recitar frases proscritas com a finalidade de causar ameaça, assédio ou ofensa. A advogada-geral destacou que as expressões globalise the intifada e from the river to the sea integram a lista de termos proibidos.
Novas sanções e símbolos
Quem violar as expressões proibidas pode pegar até 2 anos de prisão. A proposta também cria crime de impedimento ou assédio a fiéis em serviços religiosos, com pena máxima de 3 anos.
Penalidades por agressão ou ameaça a autoridades religiosas sobem para até 5 anos, e danos intencionais a locais de culto podem chegar a 7 anos. A proibição de símbolos passa a incluir emblemas nazistas, bandeiras da Hamas, ISIS e Hezbollah.
Reações e contexto
A proposta foi desenvolvida com consulta aos órgãos de segurança e direitos humanos locais. O governador classificou a medida como resposta responsável ao ataque de Bondi, afirmando que não houve reação impulsiva.
Líder da comunidade judaica de Queensland saudou as mudanças, afirmando que ajudam a reduzir o preconceito e promovem segurança para continuar a viver sem medo. A expectativa é de que o texto seja apresentado na sessão parlamentar de terça-feira.
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