- Keir Starmer busca reassegurar o controle do Labour após a saída do seu principal assessor, Morgan McSweeney, em meio a polêmica pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA.
- McSweeney afirmou ter assumido “total responsabilidade” pelo conselho que levou Mandelson a Washington, mesmo com o passado de Mandelson ligado a Jeffrey Epstein.
- A demissão é vista como um golpe para Starmer, com MPs e aliados temendo que a saída eleve ainda mais a pressão sobre o primeiro-ministro.
- Espere-se que divulgações de dezenas de milhares de documentos, incluindo mensagens privadas, intensifiquem o escrutínio sobre Mandelson e a gestão no No. 10.
- Jill Cuthbertson e Vidhya Alakeson assumem interinamente como chefes de staff, com McSweeney sinalizando que pode se afastar da política por um tempo.
Keir Starmer está tentando reconquistar o controle do Labour após a saída de seu principal assessor, Morgan McSweeney, em meio a críticas pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA. McSweeney assumiu a responsabilidade pelo recado de mandar Mandelson a Washington, apesar de ligações públicas com Jeffrey Epstein.
A saída de McSweeney aumenta a pressão sobre o governo, em um momento de desafios políticos e eleitorais para Starmer. O Hope de aliados é que a decisão agrave menos o relacionamento com deputados contrários à direção do líder, mas a derrota de um estrategista tão influente representa um golpe para a gestão.
No campo prático, Downing Street anunciou que Jill Cuthbertson e Vidhya Alakeson vão atuar como chefes de gabinete interinos, substituindo McSweeney de forma imediata. A escolha ocorre enquanto o governo se prepara para eleições suplementares em Gorton e Denton, no fim do mês.
Ex-partícipes próximos a Starmer dizem que a renúncia deixa o premiê exposto a uma agenda de controvérsias, com a expectativa de novas publicações de documentos privados envolvendo Mandelson, ex-ministros e assessores em Washington. Fontes afirmam que a ética do Gabinete alertou sobre riscos reputacionais.
Paralelamente, críticos internos ao Labour atribuem a Starmer a responsabilidade pelas decisões que levaram à nomeação de Mandelson. A defesa de McSweeney sustenta que apenas ofereceu aconselhamento, cabendo ao primeiro-ministro a decisão final.
McSweeney afirmou que a vetting e as reformas de processo devem avançar para evitar repetição de casos semelhantes. Em comunicado, ele ressaltou que a decisão de sair foi tomada para preservar a integridade do partido e da política.
Starmer destacou que McSweeney foi peça-chave na recuperação eleitoral do Labour, reconhecendo a importância de sua atuação para a vitória em pleitos nacionais. O líder admitiu a necessidade de ampliar vozes e revisitar estruturas de governança.
Ação e repercussão
A saída de McSweeney aumenta a pressão sobre o Labour e sobre o próprio Starmer antes de novas etapas políticas. O relacionamento entre No 10 e o círculo de decisão permanece sob escrutínio, com avaliações sobre o impacto a curto prazo para a liderança.
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