- Apoiadores de Angus Taylor dizem que ele deve disputar a liderança do Liberal com Sussan Ley em poucos dias, após queda acentuada na votação de apoio.
- A decisão de iniciar uma votação de liderança depende de Taylor, que pode atacar o cargo nesta semana, em meio a um apoio de tática conservadora.
- O Latest Newspoll aponta que a votação principal do governo caiu para 18%, nove pontos abaixo do One Nation de Pauline Hanson.
- Um afastamento (spill) deve ocorrer apenas na quinta-feira à noite ou sexta-feira pela manhã, já que senadores liberais não participarão da reunião do grupo por causa de audiências.
- Ley manteve postura firme, dizendo que seu cargo está seguro, e aliados próximos dizem que há apoio para a liderança, enquanto a coalizão se reuniu para tentar resgatar a credibilidade e virar a maré.
Angus Taylor deve apresentar uma candidatura à liderança do Liberal nas próximas dias, segundo apoiadores. Eles argumentam que algo precisa mudar após a queda de apoio nas pesquisas e a crise que levou à divisão na coalizão.
Não houve decisão tomada, mas parlamentares conservadores veem como questão de tempo o momento em que Taylor apresentará um pedido de afastamento de Ley e abrirá votação para a liderança nesta semana. A possibilidade ganhou força após a Newspoll.
A pesquisa indicou queda histórica do voto do bloco, ficando em 18%, nove pontos percentuais atrás de One Nation. O resultado alimenta o movimento de mudança na direção do partido, segundo aliados de Taylor.
O ministro das Relações Exteriores, Ley, mostrou diante de questionamentos que permanece firme em manter o cargo. Em entrevista à TV, ela repetiu que não espera um spill nesta semana.
Apoios de Ley dentro do gabinete estão divididos. Algum grupo apoia a continuidade da liderança; outros defendem mudanças para recuperar a credibilidade perante o eleitorado.
Taylor precisaria se retirar do gabinete sombra para apoiar uma moção de substituição e concorrer à liderança. A atual chefia tem sido alvo de críticas internas desde o desfecho da crise sobre leis de discurso de ódio.
Um possível motivo para a pressão é a perception de que as concessões de Ley reduziram a credibilidade do governo perante votos indecisos, favorecendo a posição de Taylor entre parte dos conservadores.
Senadores moderados também pressionam por mudanças, com Jane Hume sinalizando que o partido corre risco de perder espaço político sem uma nova direção. Outros moderados discutem cenários para vice-liderança.
Entre os críticos internos, Sarah Henderson destacou que a coalizão passa por uma crise real e que mudanças rápidas são necessárias para restabelecer a confiança do público, sem adiantar detalhes sobre possíveis substituições.
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