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Eleição na Tailândia pode gerar governo estável, aponta análise

Bhumjaithai vence eleição e lidera coalizão possível com Anutin, abrindo caminho para governo estável; o Legislativo define o premiê em sessenta dias

Thailand holds general election
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  • A Bhumjaithai venceu as eleições gerais, com cerca de 192 das 500 cadeiras, ampliando a vantagem já no início da contagem e ganhando no sul e no nordeste.
  • Anutin Charnvirakul pode se tornar primeiro-ministro, formando governo de coalizão; o Partido do Povo não formará aliança concorrente, e várias legendas menores devem contribuir.
  • Uma possível aliança entre Pheu Thai e Bhumjaithai existe, mesmo Anutin tendo se oposto a coalizões anteriores; o apoio de defectores e de partidos menores pode ser determinante.
  • A vitória amplia o poder de Anutin para melhorar a governança, mas a estabilidade depende de lidar com a economia e de apoio de establishment e setores conservadores.
  • O Parlamento deve eleger o orador e o novo primeiro-ministro em até quinze dias após a certificação, com prazo máximo de sessenta dias para formar o governo; partidos com mais de vinte e cinco cadeiras podem indicar candidato.

O partido no poder, Bhumjaithai, dominou as eleições gerais da Tailândia no fim de semana, abrindo caminho para Anutin Charnvirakul ser o primeiro primeiro-ministro reeleito em 20 anos. A vitória ocorreu em meio a uma disputa com o Partido Popular e o Pheu Thai, ambos em posições desfavoráveis no pleito.

A apuração inicial indicou vantagem ampla para a Bhumjaithai, mesmo diante de pesquisas que apontavam força crescente do Partido Liberal. A legenda ampliou presença no sul do país e conquistou cadeiras no nordeste, tradicional reduto da família Shinawatra, que domina o Pheu Thai há décadas.

Segundo cálculos da Reuters com dados da comissão eleitoral, a Bhumjaithai tinha cerca de 192 assentos de 500, com quase 95% das urnas apuradas, superando o desempenho de 2019 e 2023. O Partido Popular teve 117 assentos e o Pheu Thai ficou com 74, apesar de ter vencido em Bangkok.

A formação de governo depende de coalizão. Mesmo sem maioria, os 192 assentos oferecem poder de barganha para Anutin. Além do trio, cerca de uma dúzia de partidos menores deve somar 117 cadeiras, suficiente para compor maioria junto com a Bhumjaithai.

Uma aliança entre Pheu Thai e Bhumjaithai é considerada possível, especialmente se houver consenso entre as partes sobre ministérios e políticas. Anutin tem histórico de articular apoio entre conservadores e royalistas, fortalecendo sua posição entre formadores de opinião e setores econômicos.

A viabilidade de governabilidade também está ligada ao apoio das instituições e do setor militar, até então protagonistas de um ciclo político turbulento nas últimas duas décadas. O novo governo dependerá de acordos internos e de como gerenciará questões econômicas.

A disputa pelo cargo de primeiro-ministro seguirá os trâmites legais: o Parlamento tem 60 dias para eleger o líder, após a certificação oficial, com o prazo de até 15 dias para apresentação de candidatos. A votação exige apoio de mais da metade dos 500 deputados. Se não houver consenso, o processo se repetirá até a conclusão.

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