- O livro Diários da Caserna – Dossiê Smart (Editora Labrador) traz relatos de supostos desmandos do Exército, com o general Simão como personagem central em um dos maiores escândalos da instituição.
- O texto aponta a atuação da Comissão de Aquisições, Licitações Internacionais e Contratos do Exército (Calice), com operações no exterior, inclusive em Nova York, para organizar contratos e licitações.
- Segundo o material, decisões ligadas ao Smart foram tratadas com sigilo e, segundo a narrativa, recomendações teriam sido emitidas apenas pelo Tribunal de Contas da União a futuras licitações, sem responsabilizar culpados.
- O Itamaraty seria ligado a um Escritório Financeiro em Nova York, chefiado por embaixador, com supostas mordomias, levantando questionamentos sobre a atuação do governo.
- O texto encerra defendendo formação cívica e participação da sociedade para enfrentar os desmandos, recomendando a leitura do livro como instrução de cidadania.
O livro Diários da Caserna – Dossiê Smart: a história que o Exército quer riscar, de Rubens Pierrotti Júnior, reúne relatos sobre supostos desvios na estrutura militar brasileira. O autor descreve, com nomes fictícios, casos envolvendo altos oficiais e licitações internacionais.
Segundo o texto, o general Simão, figura central, teria ligações com operações de controle institucional e atos que teriam apontado para favorecimentos e uso de recursos públicos. A obra afirma que parte dessas ações ocorreu durante mandatos de administração e em espaços de decisão fora do país.
Ainda de acordo com o livro, o Exército mantém a Comissão de Aquisições, Licitações Internacionais e Contratos (Calice) com atuação internacional, inclusive em Nova York. O objetivo seria gerenciar contratos com órgãos estrangeiros, segundo a narrativa.
O relato menciona o coronel Tomás como assistente-secretário do general no Comando do Exército do Sul e, depois, chefe da Calice em Nova York, por dois anos. O texto afirma que Tomás não tinha experiência em licitações internacionais.
Posteriormente, o livro aponta que, na volta ao Brasil, Tomás foi promovido a general. Em seguida, o general Simão teria indicado Paulo César para chefiar a Calice, substituindo Battaglia. O texto sustenta que a atuação de PC desmontou controles de compliance na unidade.
A obra questiona a efetividade desses controles, sugerindo que documentos não teriam sido preservados de maneira adequada. A narrativa cita que PC, com formação em Direito, seria favorecido para avançar no caminho ao generalato.
A leitura levanta dúvidas sobre o funcionamento da Calice e sobre a necessidade de mecanismos de transparência em licitações internacionais. O livro também critica a atuação do Itamaraty, apontando um escritório financeiro em Nova York ligado ao Itamaraty.
O autor sugere que políticas públicas de defesa e diplomacia não contariam com conselhos de participação cidadã, o que, na visão dele, reduziria a supervisão sobre decisões de alto impacto.
O texto traça uma linha do tempo que envolve pressões políticas e debates institucionais. O autor lembra momentos de tensão entre autoridades militares e o Supremo Tribunal Federal, em 2018, ligados a decisões sobre habeas corpus.
Segundo o autor, um ex-militar que atuou como presidente teria reconhecido a influência de um general em sua ascensão ao governo. A narrativa descreve ganhos financeiros e vínculos entre funções públicas e remunerações adicionais.
A obra aponta a necessidade de formação cívica, fiscalização e participação cidadã para enfrentar eventuais desvios. O autor sugere ampliar a presença de conselhos de participação em Defesa e Itamaraty.
Para quem busca leitura, o livro é apresentado como um retrato de coragem e compromisso cívico. A obra convida o leitor a conhecer as afirmações apresentadas, com fundamentação documental.
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