- A High Court de Hong Kong condenou Jimmy Lai a vinte anos de prisão por duas acusações de conspiração para submeter forças estrangeiras sob a lei de segurança nacional e uma acusação de publicação de materiais sediciosos.
- Lai tem setenta e oito anos e é fundador do jornal pró-democracia Apple Daily; ele negou todas as acusações.
- O caso transforma Lai em símbolo da repressão à imprensa independente em Hong Kong e de críticas ao governo chinês.
- A decisão encerra uma longa sequência de ações legais desde 2020, incluindo prisões, acusações de fraude, congelamento de ativos e o fechamento da Apple Daily.
- A sentença reforça o histórico de uso da lei de segurança nacional para processar dissidentes e críticos em Hong Kong.
O Tribunal Superior de Hong Kong condenou Jimmy Lai, magnata da mídia e crítico da China, a 20 anos de prisão. Lai foi considerado culpado por duas acusações de conluio com forças estrangeiras sob a lei de segurança nacional, além de uma acusação de publicar materiais sediciosos. Ele tem 78 anos e é fundador do jornal pró-democracia Apple Daily.
A condenação foi anunciada nesta segunda-feira, em Hong Kong. Lai já havia se declarado inocente de todas as acusações. O caso faz parte de uma ampla ofensiva legal na cidade, sob a lei de segurança nacional implementada pela China em 2020.
Contexto legal
A trajetória de Lai envolve diversas fases, incluindo prisões e audiências desde 2020. O NSL permite penas severas para crimes como subversão e conluio com potências estrangeiras. Lai já enfrentou ordens de detenção, cassação de fiança e ações ligadas à dissolução da Next Digital, empresa controladora do Apple Daily.
A Apple Daily foi forçada a fechar em 2021 após pressão regulatória e congelamento de ativos. O jornal imprimia tiragens expressivas, mas operou sob grande disputa jurídica e administrativa ao longo dos anos. Lai também participou de protestos em 2019, resultado de confrontos entre manifestantes e autoridades.
A condenação de hoje amplia o conjunto de ações legais contra Lai, que se tornou símbolo de tensões entre Pequim e a esfera pró-democracia em Hong Kong. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a sentença neste momento.
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