- Jimmy Lai, empresário de Hong Kong e crítico da China, foi condenado a 20 anos de prisão pela lei de segurança nacional de Hong Kong.
- Lai está sob custódia desde há mais de cinco anos, grande parte em isolamento, e enfrenta problemas de saúde.
- A sentença o responsabiliza como “mente mestra” das conlutas com forças estrangeiras; a Apple Daily, jornal de sua propriedade, foi encerrado em 2021 após mandados de busca.
- As acusações incluem cooperação com forças estrangeiras e sedição; Lai já dirigia meios pró-democracia que criticavam o governo.
- Autoridades defendem a lei de segurança como responsável pela estabilidade; Lai afirmou que vai “lutar até o último dia” e permanece após o veredicto.
Jimmy Lai, magnata de Hong Kong e crítico da China, foi condenado a 20 anos de prisão sob a Lei de Segurança Nacional, a punição mais severa aplicada pela cidade após os protestos pró-democracia de 2019.
A sentença é o desfecho de anos de confrontos entre Lai e o governo chinês, que elevou a pressão sobre a imprensa independente e a dissidência desde que a lei foi imposta. Lai já estava detido havia mais de cinco anos.
Lai, 78 anos, esteve em custódia principalmente em regime de isolamento, e sua saúde sofreu durante o cárcere. O caso envolve acusações de conspiração com potências estrangeiras e sedição.
Apple Daily, jornal do grupo de Lai, foi fechado em 2021 após operações policiais e congelamento de ativos, em meio a uma campanha de repressão a vozes críticas ao governo. Lai contestou a acusação, mantendo a defesa.
Antes da prisão, Lai já havia sido figura central do movimento pró-democracia, financiando parte da oposição e publicando matérias que criticavam autoridades, incluindo o governo central. A defesa argumenta que o processo tem motivação política.
O veredito foi apresentado por três juízes, que destacaram que Lai atuava como mente por trás de atividades consideradas de cooperação com forças estrangeiras. Autoridades de Pequim defendem a lei como instrumento de estabilidade.
Contexto e trajetória
Lai nasceu na China continental e chegou a Hong Kong ainda jovem, tornando-se empresário e fundador da Giordano antes de consolidar o caminho jornalístico com Next Magazine e Apple Daily. Em 1990 iniciou a imprensa periódica.
Durante as décadas seguintes, Lai ampliou seu papel como crítico explícito do governo chinês, especialmente após a repressão de Tiananmen e o retorno de Hong Kong a Pequim em 1997. Suas ações mobilizaram apoio e choque entre críticos e autoridades.
O caso atual reacende o debate sobre os limites da liberdade de imprensa em Hong Kong, sob o guarda-chuva da Lei de Segurança Nacional, defendida como instrumento de ordem, segundo autoridades locais e de Pequim.
Notas finais
A defesa de Lai sustenta que o jornalista continua a lutar por liberdade de expressão, enquanto a parte acusadora aponta a gravidade das ações atribuídas e o papel dele como impulsionador das redes de cooperação com atores estrangeiros.
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