- Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, pediu a renúncia de Keir Starmer, em meio a controvérsias envolvendo Peter Mandelson; Starmer afirmou que não está preparado para deixar o mandato.
- O governo enfrentou uma semana de turbulência, com a demissão de Morgan McSweeney, chefe de gabinete, e a saída de Tim Allan, diretor de comunicação, abrindo espaço para uma reestruturação no No. 10.
- Políticos que podem disputar a liderança, como Angela Rayner e Wes Streeting, intensificaram o debate sobre o futuro do partido; Streeting publicou mensagens privadas com Mandelson que alimentaram a disputa.
- Rayner apoiou publicamente Starmer, tentando acalmar a crise interna, após rumores sobre uma possível campanha de liderança.
- O momento é visto como um teste para Starmer diante de desafios eleitorais, com eleições na Escócia e outras votações em maio no horizonte e a possibilidade de consequências políticas se intensificarem.
Keir Starmer conseguiu manter o cargo após um dia de alta tensão em que o líder do Labour na Escócia, Anas Sarwar, pediu sua renúncia em meio a conflitos envolvendo Peter Mandelson. O premiê ressaltou aos seus deputados que não está disposto a abandonar o mandato nem a colocar o país em risco.
A semana trouxe reviravoltas em Downing Street. Morgan McSweeney, principal assessor próximo de Starmer, deixou o cargo. A saída ocorreu em meio à controvérsia sobre a nomeação de Mandelson como embaixador dos EUA e ao clima de instabilidade no governo.
Starmer reuniu-se com mais de 400 membros do parlamento e manteve o apoio público de membros do próprio gabinete, que disseram que o premiê ainda enfrenta desafios importantes, incluindo eleições suplementares.
Clima interno no Labour
Sarwar convocou uma entrevista coletiva em Glasgow para cobrar a renúncia de Starmer, apontando que decisões do governo prejudicaram o apoio à Labour na Escócia. A fala ressaltou a percepção de distração política e a necessidade de mudança na liderança.
Angela Rayner, antes ligada a rumores sobre uma possível candidatura, apoiou Starmer, enquanto Wes Streeting tornou públicos diálogos privados sobre Mandelson e críticas à estratégia governamental. A troca de mensagens gerou polêmica interna.
Movimentações na cúpula de Downing Street
Tim Allan, chefe de comunicações de Starmer, deixou o cargo após menos de cinco meses, citando a construção de uma nova equipe no No 10. Chris Wormald, o mais alto servidor público, negocia sua saída, integrando um pacote de mudanças no aparelho.
Autoridades e auxiliares destacam que as mudanças ocorrem em meio a desafios políticos e eleitorais, com eleições locais próximas e o impacto da crise econômica sobre o apoio ao governo. O líder Labour busca consolidar aparato e estratégia para os próximos passos.
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