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Raskin acusa DoJ de encobrir arquivos não redigidos de Epstein

Jamie Raskin acusa o DoJ de encobrir arquivos não redigidos de Epstein; redações suspeitas teriam exposto vítimas e ocultado abusadores

Jamie Raskin speaks with the media after viewing unredacted version of Epstein files.
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  • Jamie Raskin, líder da bancada democrata no comitê de justiça, alegou que o Departamento de Justiça fez “redactions” misteriosas em arquivos de Jeffrey Epstein, ocultando nomes de abusadores e revelando identidades de vítimas.
  • Ele viu os arquivos não redigidos em Washington e afirmou que houve redactions desnecessárias e falha em proteger as vítimas, o que considera problemático.
  • O Epstein Files Transparency Act autoriza a divulgação de milhões de arquivos; o DOJ já publicou cerca de 3,5 milhões, com aproximadamente 3 milhões ainda a serem liberados.
  • Raskin pediu que o DOJ corrija o processo de redaction e libere os milhões de documentos pendentes, além de questionar a exposição de nomes de vítimas.
  • Também houve depoimento de Ghislaine Maxwell, que se recusou a responder perguntas, enquanto no Reino Unido surgem ligações entre Epstein e Peter Mandelson que dominam o debate político local.

Jamie Raskin acusa DoJ de encobrimento após ver documentos de Epstein sem redacção

O representante Jamie Raskin, membro de mais alto escalão da comissão judiciária da Câmara, afirmou nesta segunda-feira que o Departamento de Justiça fez “redações misteriosas” em documentos relacionados a Jeffrey Epstein, ocultando nomes de abusadores e expondo vítimas. O congressista observou as informações ao acessar os arquivos não redigidos em um espaço governamental em Washington, DC, no primeiro dia de disponibilização aos legisladores.

Segundo Raskin, houve redacções desnecessárias e, em alguns casos, falhas na proteção de identidades de vítimas. O republicano destacou que alguns nomes foram tornados públicos, o que, na avaliação dele, pode representar incompetência ou até uma intencional intimidação a possíveis testemunhas futuras. Epstein morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

O conjunto de arquivos já liberado pelo governo soma cerca de 3,5 milhões de itens, com ainda aproximadamente 3 milhões pendentes de divulgação. Raskin disse ter conseguido visualizar apenas uma fração dos documentos não redigidos, em computadores montados pela Justiça para a consulta de parlamentares, que não podem levar dispositivos eletrônicos.

Entre as informações vistas, o congressista mencionou a ausência de redacção de nomes de vítimas, o que chamou de preocupante. Ele citou, como exemplo, a menção a Les Wexner, empresário ligado à Victoria’s Secret, cuja associação com Epstein já é conhecida publicamente, como sendo um nome removido nos arquivos.

Raskin também citou a leitura de uma mensagem de Epstein para Ghislaine Maxwell, contendo relatos de conversas entre advogados de Epstein e representantes de Trump em torno de 2009. O conteúdo sugere declarações conflitantes sobre a participação de Epstein em atividades sociais na propriedade de Mar-a-Lago.

Acompanhando a audiência, Maxwell, já condenada por tráfico de menores, recusou-se a responder perguntas durante depoimento à comissão de fiscalização da Câmara. A pauta envolve a forma como o governo conduziu a investigação e a divulgação dos dados.

Separadamente, o ministro da Justiça, Pam Bondi, está prevista para testemunhar diante da comissão na quarta-feira. Raskin indicou que pretende questionar Bondi sobre o processo de divulgação e cobrar um compromisso de depurar os arquivos remanescentes, eliminando ambiguidades.

A repercussão política nos EUA permanece sob análise, com foco na interpretação das ações do DoJ e na condução de futuras liberações de documentos. Raskin afirmou que o material observado revela questões graves que exigem esclarecimentos oficiais mais rápidos.

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