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Ação de Mendonça pode mudar a propaganda antecipada em eleições

Ministro Mendonça envia pedido de informações ao STF sobre ação de federação PRD/Solidariedade que pode redefinir pedido explícito de voto na propaganda antecipada

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal – Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, em despacho assinado na segunda-feira 9, que a presidência do Tribunal Superior Eleitoral encaminhe informações sobre a ação da Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade.
  • A ação questiona resolução de 2019 do TSE que define o conceito de pedido explícito de voto, considerado propaganda antecipada passível de punição.
  • A norma afirma que o pedido explícito não se restringe a “vote em” e pode ocorrer por termos e expressões que transmitam o mesmo conteúdo.
  • As siglas alegam que o ato do TSE extrapola a função de aplicar a lei, invadi as prerrogativas do Congresso Nacional e atinge a liberdade de expressão política.
  • Após a resposta do TSE, Mendonça abrirá prazo de cinco dias para manifestações da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República; a decisão pode impactar as próximas eleições.

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, em despacho assinado na segunda-feira 9, que a presidência do Tribunal Superior Eleitoral envie informações sobre uma ação da Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade. O objetivo é discutir mudanças no conceito de propaganda eleitoral antecipada.

A ação contesta uma resolução de 2019 do TSE que define o pedido explícito de voto como qualquer expressão que indique voto, não se limitando à frase “vote em”. Segundo os autores, o trecho extrapola a simples aplicação da lei e afeta prerrogativas do Congresso e a liberdade de expressão política.

Após obter a resposta do TSE, Mendonça abrirá um prazo de cinco dias para manifestações da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República. A depender do conteúdo, a decisão pode alterar o regime de apresentação de mensagens políticas antes da eleição.

Caso haja arquitetura judicial favorável aos autores, o efeito pode alcançar futuras eleições e redefinir limites para a divulgação de críticas a governos na pré-campanha, conforme a leitura da ação apresentada pela federação.

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