- O FBI realizou busca no escritório de eleições do condado de Fulton, em 28 de janeiro, apreendendo quase 700 caixas de materiais eleitorais.
- A ação teve origem a partir de uma indicação de Kurt Olsen, advogado que tentou subverter a eleição de 2020 e pediu ação ao Supremo Tribunal.
- O mandado cita testemunhas ligadas a ativistas conservadores e a dois membros do conselho eleitoral da Geórgia alinhados com Trump; várias alegações já foram desmentidas por autoridades estaduais.
- Entre as acusações, há alegações sobre manuseio irregular de fitas de tabulação e supostos votos não contabilizados, que foram contestadas por autoridades da secretaria de estado.
- A Geórgia confirmou que a recontagem manual e a conferência de votos atribuíram o resultado de 2020, com ressalvas administrativas reconhecidas, sem evidência de fraude intencional.
O FBI realizou, em 28 de janeiro, a busca no escritório de eleições do condado de Fulton, na Geórgia. A ação resultou da apreensão de quase 700 caixas de materiais eleitorais. A justificativa, descrita em um mandado, envolve alegações contestadas sobre fraude e falhas no processo.
A investigação teve origem a partir de um encaminhamento feito por Kurt Olsen, advogado que já atuou para contestar a eleição de 2020 e que buscava levar o caso ao Supremo. Olsen passou a trabalhar no White House, buscando mudanças na integridade eleitoral.
Witnesses da apuração incluem ativistas conservadores que questionaram autoridades de Fulton há anos, com muitas alegações já desmentidas por autoridades estaduais. Entre as testemunhas estão membros da mesa eleitoral da Geórgia, ligados a apoiadores de Trump.
Elementos da investigação e números-chave
Entre as peças mencionadas no documento, há alegações sobre manipulação de fitas de tabulação e ballots. O FBI aponta possíveis irregularidades, apesar de autoridades da Geórgia já terem concluído contagens manuais e reconhecido o registro de votos correto.
Brad Raffensperger, secretário de Estado da Geórgia, reconheceu falhas administrativas, como assinaturas ausentes em fitas de 315 mil votos, sem que isso alterasse o resultado. A apuração manteve que todas as cédulas foram contabilizadas.
Susan Voyles, ex-líder da Eagle Forum na Geórgia, relatou ter manipulado cédulas consideradas suspeitas. Estudos legais citados no documento mostram que ações relacionadas já foram objeto de processos arquivados.
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