- A 29ª Vara Cível do TJ-RJ condenou Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz a pagar indenização de 200 mil reais a Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.
- Os réus terão o bloqueio de bens e devem arcar com uma pensão equivalente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora, acrescido de 13º salário e férias remuneradas.
- A decisão é de 2 de fevereiro e tramita em segredo de Justiça; ainda cabe recurso.
- Também foram determinados ressarcimentos das despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica Benício.
- A arquiteta afirmou que a decisão é uma vitória simbólica, reconhecendo a interrupção da história que construíam juntas, mesmo enfatizando que não há indenização capaz de reparar a perda.
A Justiça do Rio de Janeiro condenou os autores do assassinato da vereadora Marielle Franco a indenizar a arquiteta Mônica Benício em 200 mil reais. A decisão envolve Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, com confirmação parcial de responsabilidade civil.
Além da indenização, o juiz determinou o bloqueio dos bens dos réus e o pagamento de uma pensão correspondente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora do Rio, acrescido de 13º salário e férias. O valor deverá ser contínuo.
A decisão, de 2 de fevereiro, foi proferida pela 29ª Vara Cível do TJ-RJ e tramita em segredo de Justiça. Os magistrados também condenaram Lessa e Queiroz a reembolsar despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica.
A sentença enfatiza danos morais decorrentes do abalo emocional causado pela morte violenta de Marielle e pela interrupção de uma convivência estável com a autora. CartaCapital teve acesso ao despacho.
Para Mônica Benício, a decisão é descrita como uma vitória simbólica, reconhecendo o impacto pessoal da perda. Ela afirma que a luta por Justiça não depende apenas de reparo financeiro.
Entre na conversa da comunidade