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Assassinos de Marielle Franco condenados a indenizar Monica Benicio com R$ 200 mil

Justiça no Rio condena Lessa e Queiroz a indenizar Mônica Benício em R$ 200 mil e fixa pensão de dois terços do salário de Marielle, com bloqueio de bens

A arquiteta Mônica Benício e a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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  • A 29ª Vara Cível do TJ-RJ condenou Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz a pagar indenização de 200 mil reais a Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.
  • Os réus terão o bloqueio de bens e devem arcar com uma pensão equivalente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora, acrescido de 13º salário e férias remuneradas.
  • A decisão é de 2 de fevereiro e tramita em segredo de Justiça; ainda cabe recurso.
  • Também foram determinados ressarcimentos das despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica Benício.
  • A arquiteta afirmou que a decisão é uma vitória simbólica, reconhecendo a interrupção da história que construíam juntas, mesmo enfatizando que não há indenização capaz de reparar a perda.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou os autores do assassinato da vereadora Marielle Franco a indenizar a arquiteta Mônica Benício em 200 mil reais. A decisão envolve Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, com confirmação parcial de responsabilidade civil.

Além da indenização, o juiz determinou o bloqueio dos bens dos réus e o pagamento de uma pensão correspondente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora do Rio, acrescido de 13º salário e férias. O valor deverá ser contínuo.

A decisão, de 2 de fevereiro, foi proferida pela 29ª Vara Cível do TJ-RJ e tramita em segredo de Justiça. Os magistrados também condenaram Lessa e Queiroz a reembolsar despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica.

A sentença enfatiza danos morais decorrentes do abalo emocional causado pela morte violenta de Marielle e pela interrupção de uma convivência estável com a autora. CartaCapital teve acesso ao despacho.

Para Mônica Benício, a decisão é descrita como uma vitória simbólica, reconhecendo o impacto pessoal da perda. Ela afirma que a luta por Justiça não depende apenas de reparo financeiro.

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