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Câmara pretende votar fim da escala 6×1 até maio, diz Motta

Comissão especial discute até abril; votação do fim da escala 6x1 é prevista para maio, com participação de empresários

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, em sessão plenária da Câmara
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  • Motta afirmou que a Câmara quer votar o fim da escala 6×1 até maio, após participação em evento com o BTG Pactual.
  • O projeto deverá ser analisado por uma Comissão Especial, com debate até o fim de abril e votação prevista para o mês seguinte, com espaço para ouvir empresários.
  • Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) aparecem como idealizadores da abolição da escala 6×1.
  • Lula vê o fim da escala 6×1 como ativo eleitoral e pretende usar a pauta na campanha de reeleição.
  • O cenário é de maioria de parlamentares favoráveis, com oposição atuando de forma discreta e expectativa de maior mobilização a partir das discussões na Câmara.

O Motta afirmou que a Câmara quer votar o fim da escala 6×1 até maio, após participar de uma conferência com o BTG Pactual, um dos bancos de maior expressão na Faria Lima. A declaração ocorreu durante o evento.

Ele disse ainda que será analisado um projeto que nasceu na Câmara, descartando a proposta que o governo pretendia enviar e transferindo aos deputados a decisão sobre o fim da escala.

A esquerda continua como autora do projeto. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) aparecem como os nomes associados à iniciativa.

Comissão Especial

Caciques da Câmara decidiram criar uma Comissão Especial para discutir o tema até o fim de abril, com votação prevista para o mês seguinte. Motta destacou a importância de um debate plural, com espaço para ouvir empresários.

O fim da escala 6×1 é visto como um ativo político para Lula, que pretende usar a discussão em sua campanha de reeleição em outubro. O presidente já sinalizou que espera apoio à proposta.

Atualmente, a maioria dos deputados parece favorável ao projeto. A oposição atua de forma mais discreta nos bastidores, e a expectativa é de que setores contrários se tornem mais ativos com a discussão na Câmara.

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