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Congresso rejeita atuação do STF no caso Master

Levantamento aponta desaprovação da maioria do Congresso à atuação do STF no caso Master; o BC é visto, em geral, como bem conduzindo a liquidação

Dias Toffoli é relator do caso Master no STF. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • Levantamento do Ranking dos Políticos mostra que 52,8% dos deputados federais e 63,3% dos senadores consideram ruim ou péssima a atuação do STF no caso Banco Master; 23,2% da Câmara e 16,7% do Senado avaliam como excelente ou bom.
  • O caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, alvo de críticas por decisões atípicas; há ligações entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do banco, com o resort Tayayá ligado à família do ministro.
  • Em relação ao Banco Central, 46,3% da Câmara e 50% do Senado avaliam a condução da liquidação extrajudicial como excelente ou boa. A prisão de Vorcaro acompanhou esse desfecho.
  • O Banco Master é acusado de fabricar Cédulas de Crédito Bancário sem valor real, além de problemas de caixa.
  • Metodologia do levantamento: 108 deputados de 18 partidos e 30 senadores de 12 partidos foram ouvidos.

A maioria do Congresso avalia de forma negativa a atuação do STF no caso Banco Master. Dados do Ranking dos Políticos indicam que 52,8% dos deputados e 63,3% dos senadores classificam o desempenho como ruim ou péssimo. Em contrapartida, 23,2% da Câmara e 16,7% do Senado consideram excelente ou bom.

O processo está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que enfrenta críticas por decisões consideradas atípicas. A proximidade com Daniel Vorcaro, dono do banco, é tema de atenções da imprensa, especialmente após o registro de elos entre familiares e apontes de negócios.

Paralelamente, 46,3% da Câmara e 50% do Senado veem a condução do Banco Central na liquidação extrajudicial do Master como excelente ou boa. A liquidação ocorreu durante a prisão preventiva de Vorcaro. A instituição é acusada de irregularidades financeiras, incluindo fabricação de CCBs sem lastro.

Câmara dos Deputados

Entre os deputados, a avaliação positiva predomina na condução do BC no caso Master:

  • Excelente: 10,2%
  • Boa: 36,1%
  • Regular: 22,2%
  • Ruim: 13,9%
  • Péssima: 17,6%

Entre a esquerda, a maioria classifica a atuação como boa ou excelente (24,1% e 51,7%, respectivamente). A percepção geral é de que o BC conduziu o processo com regularidade.

Entre parlamentares de centro, a avaliação tende a ser regular (34% a 36%). A direita apresenta maior contraste, com 40% considerando a liquidação bem conduzida e 30% avaliando como péssima.

Senado Federal

A visão dos senadores, em geral, é mais favorável à atuação do BC no caso Master. A soma de excelente e boa atinge 50,0% entre senadores, com 6,7% e 43,3% respectivamente.

Entre a esquerda, 80% classificam a atuação como boa e 20% como regular, sem apontar regência ruim ou péssima. O centro exibe distribuição mais equilibrada, com 10,5% em excelente, 31,6% em boa e 31,6% em regular.

Metade dos senadores de direita avalia a atuação do BC como boa (49,9%), com 16,7% para regular e 16,7% para ruim ou péssima.

Avaliação da conduta do STF no caso Master

Câmara dos Deputados

A visão geral é de desaprovação, com maioria classificando a atuação do STF como péssima (34,3%). Apenas 5,6% consideram excelente e 17,6% boa.

Entre a esquerda, o enquadramento é mais próximo da continuidade de apoio à linha de atuação, com 7% excelente, 31% boa, 27,6% regular e 24,1% péssima.

Entre o centro, a tendência é de divisão entre regular (30%) e péssima (26%), com 14% boa. Na direita, há forte rejeição, com 75% classificando como péssima e nenhuma avaliação em excelente.

Senado Federal

A percepção entre os senadores é majoritariamente negativa. A soma de ruim e péssima atinge 33,3% e 30% respectivamente, com 3,4% excelente e 13,3% boa.

Entre a esquerda, 20% classificam como excelente, 40% boa, 20% regular e 20% ruim. No centro, 36,8% veem a atuação como ruim e 26,4% como péssima, com 10,5% em excelente ou 10,5% em boa.

Entre os senadores de direita, 83,3% avaliam a atuação como péssima, sem registro de excelente. No conjunto, há maior crítica entre o espectro de direita e ressalvas entre o centro.

Metodologia

O Ranking dos Políticos ouviu 108 deputados de 18 partidos e 30 senadores de 12 partidos. No Senado, Republicanos passou a ser considerado de direita. As classificações foram distribuídas conforme alinhamentos partidários de cada casa.

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