- O deputado republicano Thomas Massie afirma ter visto versões não redigidas dos arquivos de Epstein e disse ter identificado pelo menos seis homens cuja participação pode ter sido incriminada.
- Massie disse que pode tornar os nomes públicos sob privilégio parlamentar se o Departamento de Justiça continuar a manter as identidades ocultas nas cópias divulgadas.
- Entre os seis citados, há ao menos um cidadão dos EUA, um indivíduo com posição elevada em governo estrangeiro, um estrangeiro e “três ou quatro” cujas nacionalidades não ficaram claras.
- Democratas que também viram os documentos acusaram o DoJ de ocultar informações, argumentando que muitas redações são desnecessárias e que nomes de vítimas não devem ser retirados.
- Em desdobramentos paralelos, Ghislaine Maxwell recusou testemunhar perante o comitê de supervisão da Câmara, e há pressão para afastar o empresário Howard Lutnick, ligado a Epstein, conforme as novas informações divulgadas.
Thomas Massie, congressista republicano do Kentucky, afirmou conhecer a identidade de pelo menos seis homens possivelmente incriminados pela divulgação de arquivos não redigidos relacionados a Jeffrey Epstein. A declaração foi feita após ele examinar os documentos no Departamento de Justiça, em Washington, nesta segunda-feira.
Massie disse que, entre os nomes, haveria ao menos um cidadão americano, um indivíduo de alta colocação em um governo estrangeiro, um estrangeiro e três ou quatro outros cujas nacionalidades não eram claras. O congressista participou da análise com Ro Khanna, deputado democrata da Califórnia.
Os arquivos integram o esforço de transparência assinado por Massie, o Epstein Files Transparency Act, que obrigou o governo a publicar grande parte da documentação ligada ao financista. Epstein cumpre pena desde 2008 por exploração de menor com finalidade sexual e morreu em 2019 no presídio de Manhattan, sob investigação por tráfico de menores.
Controvérsias e desdobramentos
Democratas presentes criticaram o Departamento de Justiça por supostas redactions consideradas excessivas, especialmente pela suposta manutenção de nomes de vítimas ocultos. Parlamentares destacaram que parte dos documentos continua sob sigilo e alegaram falhas no processo de publicação.
Jamie Raskin disse que muitas redações seriam desnecessárias e que nomes de vítimas não deveriam ser ocultos. Ele também afirmou que milhares de documentos ainda não foram tornados públicos, apesar de a análise do caso ter sido encerrada, segundo o departamento.
Paralelamente, Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, enfrentou pedidos de renúncia após ligações com Epstein terem sido reveladas. Documentos de 2012 mostram agendamentos para viagens a uma ilha privada associada a Epstein, em meio a acusações de abuso de menores. Lutnick negou ter tido contato com Epstein.
Ro Khanna também sugeriu responsabilização política para Lutnick, mencionando que isso deveria ocorrer no âmbito do governo britânico, em referência a desdobramentos vinculados a nomes de alto nível. Khanna criticou ações que, segundo ele, precisam de responsabilização adequada.
Outros pontos do caso
Ghislaine Maxwell, co-conspiradora de Epstein, recusou-se a depor perante a comissão de fiscalização da Câmara. Maxwell invocou o direito constitucional de não testemunhar. A defesa citou a necessidade de manter a confidencialidade de informações sensíveis contidas nos arquivos.
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