- O juiz Adolfo Carretero suspendeu a comparecência para entregar a Íñigo Errejón o auto de abertura de julgamento por suposto abuso sexual contra a atriz Elisa Mouliaá, por “segurança jurídica”.
- Elisa Mouliaá manteve a acusação contra o ex-político e disse que vai até o fim do processo.
- A atriz havia apresentado, uma semana antes, um escrito em que desistia da acusação de forma total, mas sem assinatura do seu advogado, o que motivou o juiz a requerer a regularização.
- A Audiencia Provincial de Madrid pediu ao juiz informações sobre o registro do documento de renúncia para decidir sobre os recursos contra a abertura do julgamento.
- A Procuradoria de Madrid pediu a absolvição de Errejón, alegando que houve consentimento e que o encontro sexual terminou quando a atriz afirmou não querer continuar.
Elisa Mouliaá mantém acusação contra Íñigo Errejón e afirma que vai até o fim do processo. O juiz Adolfo Carretero suspendeu a oitiva prevista para entregar o auto de abertura de julgamento por suspeita de abuso sexual contra a atriz. A decisão visa segurança jurídica.
Na Justiça de Madrid, a atriz havia retirado parcialmente a acusação, em razão de questões de saúde, mas reiterou que não houve retractação dos fatos. O documento apresentado sem assinatura foi considerado vago pelo magistrado, que pediu correção.
A Audiencia Provincial de Madrid pediu a confirmação de que houve a renúncia formal, e solicitou cópia do escrito registrado, além de certificação de decisão final sobre o incidente. Errejón mantém que não irá à audiência enquanto houver irregularidade.
A defesa de Errejón também pediu a suspensão da oitiva até que o caso seja esclarecido. A Procuradoria de Madrid, por sua vez, pediu absolvição do ex-parlamentar, alegando inexistência de delito e consentimento conforme os fatos relatados.
Mouliaá denunciou o caso em outubro de 2024, afirmando que houve contato sexual não consensual em 2021 durante uma festa. Segundo o relato, houve abordagem no elevador, seguida de entrada em uma casa, toques indevidos e exposição de órgãos.
O processo envolve ainda a relação entre a atriz e Errejón e o contexto político dele, que já enfrentava outras acusações de denúncias públicas. A atuação da Justiça segue acompanhada de recursos e decisões administrativas.
A denúncia teve desdobramentos após declarações públicas de outras mulheres apontando para um político que vive em Madrid, com Mouliaá sendo a única que formalizou denúncia criminal até o momento.
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