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Justiça do Rio condena assassinos de Marielle a indenizar viúva

Justiça do Rio condena Lessa e Queiroz a indenizar viúva de Marielle em 200 mil e pagar pensão de dois terços do salário da vereadora, além de despesas médicas

Monica Benício em depoimento no julgamento do caso Marielle Franco
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  • A Justiça do Rio condenou Élcio Queiroz e Ronnie Lessa a indenizar a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, em R$ 200 mil por danos morais; decisão segue em recurso e entrou em segredo de Justiça, em 2 de fevereiro.
  • Além da indenização, o juiz determinou pensão correspondente a dois terços do salário de vereadora, acrescida de 13º salário e férias remuneradas, mais reembolso de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas.
  • A decisão destaca o “intenso abalo emocional” da viúva, afirmando que a morte violenta extrapola o dissabor cotidiano e atinge direitos de personalidade.
  • Ronnie Lessa foi condenado por atirar e matar Marielle e o motorista Anderson Gomes; Élcio Queiroz, que dirigiu o veículo, também foi condenado.
  • Em delação premiada, Lessa citou mandantes, Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, ligados a projetos de grilagem de terras na zona oeste do Rio.

O Tribunal de Justiça do Rio condenou Élcio Queiroz e Ronnie Lessa a pagar 200 mil reais de indenização por danos morais à viúva de Marielle Franco, Mônica Benício. Cabe recurso.

A decisão também determina o pagamento de pensão à viúva, equivalente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora, mais 13º salário e férias.

Além disso, os condenados devem reembolsar despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica. O processo tramita em segredo de justiça na 29ª Vara Cível do TJ-RJ.

Detalhes da condenação

Lessa foi condenado pelo assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Queiroz dirigiu o veículo e participou da perseguição às vítimas.

Lessa, em delação premiada, afirmou ter sido contratado por Domingos Brazão e Chiquinho Brazão para o crime. A motivação apresentada envolve disputa relacionada à grilagem de terras na zona oeste da cidade.

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