- Augusto Coutinho, novo líder do Republicanos na Câmara, sinaliza que a tendência é de centro-direita, mas o cenário ainda está em aberto.
- A saída do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da disputa presidencial ajuda a explicar a cautela do partido; há leitura regional autônoma e a possibilidade de nomes como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
- O Republicanos prefere seguir em voo solo, não pretende formar federação partidária e já decidiu não aderir à federação União Progressista.
- Sobre o PL 152/2025, que regulamenta o trabalho em plataformas digitais, Coutinho afirma que o texto define trabalhador de plataforma sem vínculo empregatício, com possíveis ajustes para ficar ainda mais explícito.
- O objetivo é combinar direitos mínimos com a preservação do modelo de negócios das plataformas, mantendo diálogo com governo, Congresso e setor produtivo para reduzir insegurança jurídica.
O novo líder do Republicanos na Câmara, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), afirmou que o partido, no momento, tende a se posicionar no centro-direita em meio à disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A definição depende de cenários ainda abertos.
Coutinho explicou que a saída de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial explica a postura cautelosa. Sem uma candidatura majoritária, há leituras internas variadas e autonomia regional entre os diretórios.
Entre as alternativas para além de Lula e Flávio, o deputado citou nomes como os governadores Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS). A ideia é manter o espaço central diante do cenário nacional.
PL 152/2025 e o modelo de trabalho em plataformas
O relator destacou que o projeto regulamenta o trabalho em plataformas digitais sem estabelecer vínculo celetista. Coutinho disse que o texto é claro sobre a ausência de vínculo empregatício.
Caso seja necessário, o relator admitiu ajustar a redação para deixar ainda mais explícita a não existência de vínculo. A experiência internacional é citada para sustentar a posição contrária a vínculos formais.
O objetivo, segundo ele, é garantir direitos mínimos sem inviabilizar o modelo de negócio das plataformas. O trabalhador não quer ser celetista; a ideia é ampliar autonomia e flexibilidade.
Diálogo institucional e perspectivas para 2026
Coutinho afirmou que o diálogo com governos, Congresso e setor produtivo permanece aberto para reduzir resistências e evitar insegurança jurídica durante a tramitação. O Republicanos, segundo ele, busca soluções com responsabilidade institucional.
O partido tem atuação diversa dentro da Câmara, com base regional variada. O líder ressaltou que essa pluralidade não é exclusividade do Republicanos, sendo comum entre legendas de centro.
Ao falar sobre federação, o parlamentar afirmou que o Republicanos não irá se unificar a uma federação partidária. O objetivo é manter autonomia e condições de crescimento independentes.
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