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Líder republicano diz que apoio a 2026 não está fechado; tendência centro-direita

Líder do Republicanos aponta tendência à centro-direita em 2026, cenário ainda aberto e forte autonomia regional, em voo solo

Deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE) (Foto: Arthur Souza/Divulgação/Republicanos)
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  • Augusto Coutinho, novo líder do Republicanos na Câmara, sinaliza que a tendência é de centro-direita, mas o cenário ainda está em aberto.
  • A saída do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da disputa presidencial ajuda a explicar a cautela do partido; há leitura regional autônoma e a possibilidade de nomes como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
  • O Republicanos prefere seguir em voo solo, não pretende formar federação partidária e já decidiu não aderir à federação União Progressista.
  • Sobre o PL 152/2025, que regulamenta o trabalho em plataformas digitais, Coutinho afirma que o texto define trabalhador de plataforma sem vínculo empregatício, com possíveis ajustes para ficar ainda mais explícito.
  • O objetivo é combinar direitos mínimos com a preservação do modelo de negócios das plataformas, mantendo diálogo com governo, Congresso e setor produtivo para reduzir insegurança jurídica.

O novo líder do Republicanos na Câmara, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), afirmou que o partido, no momento, tende a se posicionar no centro-direita em meio à disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A definição depende de cenários ainda abertos.

Coutinho explicou que a saída de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial explica a postura cautelosa. Sem uma candidatura majoritária, há leituras internas variadas e autonomia regional entre os diretórios.

Entre as alternativas para além de Lula e Flávio, o deputado citou nomes como os governadores Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS). A ideia é manter o espaço central diante do cenário nacional.

PL 152/2025 e o modelo de trabalho em plataformas

O relator destacou que o projeto regulamenta o trabalho em plataformas digitais sem estabelecer vínculo celetista. Coutinho disse que o texto é claro sobre a ausência de vínculo empregatício.

Caso seja necessário, o relator admitiu ajustar a redação para deixar ainda mais explícita a não existência de vínculo. A experiência internacional é citada para sustentar a posição contrária a vínculos formais.

O objetivo, segundo ele, é garantir direitos mínimos sem inviabilizar o modelo de negócio das plataformas. O trabalhador não quer ser celetista; a ideia é ampliar autonomia e flexibilidade.

Diálogo institucional e perspectivas para 2026

Coutinho afirmou que o diálogo com governos, Congresso e setor produtivo permanece aberto para reduzir resistências e evitar insegurança jurídica durante a tramitação. O Republicanos, segundo ele, busca soluções com responsabilidade institucional.

O partido tem atuação diversa dentro da Câmara, com base regional variada. O líder ressaltou que essa pluralidade não é exclusividade do Republicanos, sendo comum entre legendas de centro.

Ao falar sobre federação, o parlamentar afirmou que o Republicanos não irá se unificar a uma federação partidária. O objetivo é manter autonomia e condições de crescimento independentes.

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