- O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) afirmou que há maioria na Câmara a favor do fim da escala 6×1, conforme avaliação ao UOL News.
- Trabalhadores e empresários dizem que a mudança pode afetar a competitividade e os custos das empresas.
- Cajado destaca a necessidade de equilíbrio entre empregadores e trabalhadores, ressaltando que ainda não há consenso entre as categorias.
- O debate envolve acordos diretos e negociações coletivas, que já levam a jornadas diferenciadas e exigem análise legislativa cuidadosa.
- Segundo o deputado, o tema deve avançar após o Carnaval, com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, podendo ganhar peso político nas campanhas.
A Câmara dos Deputados começa a sinalizar apoio à ideia de acabar com a escala 6×1, segundo o deputado Cláudio Cajado (PP-BA). Em entrevista ao UOL News, Cajado afirma que já há uma maioria favorável entre os parlamentares, com a discussão avançando entre trabalhadores e empresários. O tema é visto como uma mudança na legislação trabalhista que pode impactar custos e competitividade.
Segundo Cajado, o cenário atual já apresenta jornadas diferenciadas por meio de acordos diretos e negociações coletivas, o que torna indispensável um debate amplo para chegar a um equilíbrio entre empregadores e trabalhadores. O deputado ressalta que o tema envolve diferentes categorias, como motoristas de aplicativo, que ainda discutem regras de direitos e deveres.
O parlamentar aponta que a apreciação da propostas depende de um consenso entre líderes e da condução do presidente da Câmara, Hugo Motta. Cajado enfatiza a necessidade de evitar aumento de custos que prejudique a competitividade das empresas, especialmente diante da pesada carga tributária brasileira.
Ele afirma ouvir de empresários preocupações com elevações de custos que não poderiam ser repassadas integralmente aos preços dos produtos. A ideia é encontrar um caminho que preserve a folha de pagamento sem prejudicar a competitividade.
Para o futuro imediato, Cajado acredita que, após o Carnaval, a discussão deve ganhar ritmo, com possível deliberação conforme alinhamento entre as lideranças. O deputado admite que o tema pode ganhar peso político na campanha, independentemente do resultado.
A matéria segue sob avaliação na Câmara, com a expectativa de que o debate amadureça e prossiga nos próximos meses. A proposta ainda não tem uma data marcada para votação, segundo as interlocuções mencionadas pelo parlamentar.
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