- Motta pretende levar ao plenário da Câmara, até maio, a proposta que discute o fim da escala de trabalho 6×1, após ouvir sociedade e setor produtivo.
- A tramitação deve ocorrer ainda no primeiro semestre, com votação prevista para o mês do Dia do Trabalho; o relator será escolhido logo após o recesso de carnaval.
- O governo, incluindo o Planalto, acompanha a pauta e a admissibilidade do texto apresentado pelos deputados Erika Hilton e Reginaldo Lopes, buscando construir um calendário estável.
- A articulação busca reduzir resistências, manter previsibilidade e evitar atropelos na tramitação, com audiências e negociações entre bancadas.
- A discussão mobiliza centrais sindicais e preocupa empresários por custos e impactos na produtividade, sendo o tema central das comemorações do 1º de maio.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende colocar em plenário até maio a proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1, após ouvir representantes da sociedade e do setor produtivo. A ideia é encerrar a tramitação ainda no primeiro semestre, com votação prevista para o mês do Dia do Trabalho.
A definição do relator deve ocorrer logo após o recesso de carnaval, abrindo espaço para um calendário claro de debates e votações. O cronograma será elaborado em diálogo com o Palácio do Planalto, buscando evitar atropelos e dar previsibilidade a uma pauta sensível.
Motta encaminhou a admissibilidade do texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise, levando em conta o projeto apresentado por Erika Hilton e Reginaldo Lopes, com apoio público do governo. O governo federal acompanha a tramitação de perto.
A articulação com o Planalto visa acompanhar o conteúdo e o ritmo do debate, a fim de reduzir resistências de última hora e gerenciar impactos econômicos e políticos da mudança. Lula destacou, em rede social, que o tempo de trabalho e o descanso devem respeitar o equilíbrio pessoal.
A proposta de fim da escala 6×1 mobiliza as centrais sindicais e deve figurar entre as pautas do 1º de Maio. Empresários, porém, manifestam preocupação com custos e queda de produtividade, o que alimenta o debate sobre impactos setoriais.
Com a definição do relator e do calendário, a Câmara planeja iniciar, ainda no início do semestre, audiências, reuniões técnicas e negociações entre bancadas. O objetivo é consolidar um texto com apoio suficiente para aprovação em plenário.
Impacto econômico e social
O tema divide opiniões entre trabalhadores, sindicatos e empresários, refletindo o equilíbrio entre justiça social e competitividade da economia. O governo reafirma a importância de uma transição responsável.
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