- O Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra o PT, alegando propaganda eleitoral antecipada por causa do samba-enredo da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula.
- A ação pede a aplicação de multa de R$ 9,65 milhões ao PT, apontando como evidência o fato de o presidente de honra da escola ser vereador pelo partido em Niterói.
- A denúncia cita ainda recebimento de R$ 1 milhão da Embratur, dentro de um aporte de R$ 12 milhões destinados à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
- O desfile da Acadêmicos de Niterói no grupo especial está marcado para o próximo domingo, dia 15.
- O PT, a governo federal e a Acadêmicos de Niterói foram procurados pela Gazeta do Povo, que informou que a seção ainda tem espaço para manifestação.
O Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça (10) contra o PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A denúncia envolve a escola de samba Acadêmicos de Niterói e o samba-enredo *Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil*.
A legenda aponta como evidência o fato de o presidente de honra da escola, Anderson Pipico, ser vereador pelo PT em Niterói (RJ). A denúncia também cita recursos públicos como indícios de abuso de poder político na Copa de 2024.
O Novo solicita ao TSE a aplicação de multa de R$ 9,65 milhões ao PT. A ação sustenta que o desfile exalta Lula e recebe aportes de um governo comandado pelo próprio partido, além de ter relação com a gestão de Embratur.
A Embratur teria repassado R$ 1 milhão, dentro de um aporte total de R$ 12 milhões à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O valor foi distribuído entre as escolas.
O desfile da Acadêmicos de Niterói no grupo especial está marcado para o próximo domingo (15). A denúncia ocorre em meio a uma movimentação semelhante no STF, que envolve a Federação Renovação Solidária.
Desdobramentos legais
A Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, recorre ao STF para tentar restringir a aplicação da pena. Alega que irregularidades administrativas devem exigir pedido explícito de voto para caracterizar propaganda. O caso permanece sob análise.
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