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Parlamento diz sindicância externa sobre vínculos ministeriais com Epstein

Comissão de fiscalização aprova investigação externa rara sobre vínculos do Ministério das Relações Exteriores com Epstein, ampliando o escândalo envolvendo ex-chefes de governo e diplomatas

A general view shows Norway's parliament in Oslo, Norway September 6, 2025. REUTERS/Tom Little
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  • O comitê de supervisão parlamentar da Noruega aprovou por unanimidade uma investigação externa rara sobre vínculos do ministério das Relações Exteriores com Jeffrey Epstein.
  • A notícia faz parte de um escândalo crescente envolvendo ligações de Epstein com políticos, membros da realeza e ultrarricos na Europa.
  • A polícia de crimes financeiros abriu investigação contra Thorbjørn Jagland, ex-primeiro ministro e ex-presidente do comitê do Nobel, por suspeita de corrupção agravada.
  • Mona Juul, embaixadora na Jordânia e no Iraque, também é investigada por corrupção; o marido, Terje Roed-Larsen, é considerado cúmplice.
  • A princesa herdeira Mette-Marit pediu desculpas ao rei e à rainha pela amizade com Epstein entre 2011 e 2014; as autoridades dizem que cooperarão com as investigações.

O comitê de supervisão do parlamento norueguês aprovou, por unanimidade, a abertura de uma apuração externa sobre ligações da chancelaria com Jeffrey Epstein. A medida visa esclarecer relações já sob escrutínio. A decisão ocorre em Oslo e Stockholm nesta terça-feira.

A investigação externa é uma resposta a um escândalo em expansão, que envolve amizades com Epstein e ligações de autoridades políticas de destaque. Novos arquivos têm revelado contatos de figuras públicas europeias com o dinheiro e as redes do ex-financiador.

Parlamentares destacam a necessidade de transparência em um país que exige rigor institucional. O governo já viu pedidos de apuração pública ganharem força entre oposição e bancada trabalhista.

Conexões e nomes sob escrutínio

Entre os alvos, surgem ligações com Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-chanceler do Conselho da Europa, sob suspeita de corrupção agravada. Jagland nega visitas privadas a Epstein.

Mona Juul, embaixadora na Jordânia e no Iraque, também é investigada por corrupção. O marido, Terje Roed-Larsen, ex-ministro e ex-presidente do International Peace Institute, é suspeito de envolvimento.

Outras informações mostram mensagens de 2014 sobre planos de visita de Jagland e sua família à ilha particular de Epstein. Em 2018, Epstein buscou encontros com o ministro russo e com o presidente Putin.

Detalhes do material público e desdobramentos

Documentos indicam que Roed-Larsen avaliou apoio financeiro de Epstein para um imóvel em Oslo. Juul e Roed-Larsen teriam planejado visita à ilha de Epstein com os filhos, sem confirmação de realização.

Relatórios de 2017 associam Roed-Larsen a Epstein em tom elogioso; em 2018 houve ajuda para aquisição de um apartamento na capital norueguesa. Epstein deixou herança para os filhos do casal no testamento de 2019.

A ministra da realeza, a princesa herdeira Mette-Marit, pediu desculpas em relação à amizade com Epstein entre 2011 e 2014, em meio às repercussões do escândalo. O caso envolve várias esferas públicas.

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