- Edinho Silva, presidente do PT, afirma que o diálogo com União Brasil e Progressistas ocorre por terem participação no governo, apesar de contradições internas.
- Segundo ele, há aliança nacional e alianças por estado; o objetivo é debater projeto nacional e disputas locais, respeitando realidades regionais.
- A reaproximação com Ciro Nogueira, líder do Progressistas, não implica apoio do PT à sua reeleição ao Senado.
- No Piauí, o PT mantém a estratégia: Rafael Fonteles deve concorrer à reeleição como governador, e Marcelo e Julio César disputarão o Senado.
- Edinho ressalta que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode disputar o cargo que desejar; o PT afirma respeito pelo papel dele e busca apoio da base do governo Lula.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, ressaltou que o diálogo com líderes de União Brasil e Progressistas ocorre por esses partidos estarem no governo, embora haja discordâncias internas. Ele afirmou que a democracia permite divergências dentro de alianças. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.
Segundo o dirigente, há uma aliança nacional e também acordos regionais, ajustados conforme a realidade de cada estado. O PT busca debater projetos nacionais e estratégias eleitorais sem impor uma visão única para todo o país. A postura é de diálogo com o Centrão.
A discussão envolve a aproximação com o senador Ciro Nogueira, atual presidente do PP, que pretende concorrer à reeleição ao Senado no Piauí. Nogueira foi ministro da Casa Civil de Bolsonaro e, após deixar o cargo, criticou o governo atual, apesar de ter históricos de cooperação com o PT em governos anteriores.
Edinho aclarou que a reaproximação não implica apoio automático do PT ao senador na disputa. As pesquisas para o Piauí indicam cenário competitivo para a reeleição de Nogueira, mesmo com o governo sob oposição a ele. O PT aponta que a tática no estado já está definida.
Para o Piauí, o PT confirmou a dupla de liderança eleitoral: Rafael Fonteles gouvernador, com reeleição assegurada pela avaliação de gestão, e Marcelo Cardoso disputando o Senado. A cúpula petista afirmou que não haverá mudança de estratégia no estado, mesmo com diálogos com o PP e o União Brasil para projetos nacionais.
O PT enfatizou que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode disputar o cargo que desejar em 2026. O partido afirmou ter grande respeito pelo vice, salientando o apoio recebido em Salvador e a relação de cordialidade com ele dentro da base aliada do governo Lula.
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