- Kassab, presidente do PSD, foca em manter filiados governadores “na manga” para as eleições de 2026, ao invés de apostar em um favorito único.
- O PSD já tem três nomes considerados presidenciáveis após filiações recentes: Ronaldo Caiado, Raquel Lyra e Eduardo Leite, elevando o número de pretensos candidatos à chapa.
- Em maio de 2025, Lyra e Leite deixaram o PSDB para reforçar o PSD; Caiado também ingressou, ampliando o conjunto de possíveis lideranças.
- O partido não prevê prévias internas e aposta em articulação política, por meio de coligações e trocas de apoio entre governos estaduais e federal, com a estratégia da geometria variável.
- Além de governadores no centro do jogo, Kassab mantém palanques em Minas Gerais, Sergipe e Pernambuco, mirando influenciar o cenário nacional conforme o peso de alianças estaduais.
Ao longo de 2025 e início de 2026, o PSD de Gilberto Kassab vem mantendo estratégia de montagem de palanques, ao invés de buscar apenas o protagonismo de um único candidato. A ideia é manter governadores e apoios estratégicos na manga, para influenciar cenários de 2026.
Essa tática foi fortalecida com a filiação de dois governadores tucanos em maio de 2025, Raquel Lyra (PE) e Eduardo Leite (RS), aumentando o grupo de eventuais presidenciáveis no PSD. Um ano depois, Ronaldo Caiado (GO) também se juntou ao partido. Ratinho Júnior (PR) já era cotado anteriormente.
O objetivo é não realizar prévias para definir o nomes à frente da chapa. Kassab aposta em coalizões e na troca de apoios por espaço em governos estaduais e federal. A aposta é manter o PSD relevante, seja apoiando a esquerda ou a direita conforme o momento.
O eixo da estratégia de Kassab
Especialistas descrevem a atuação como “geometria variável”, na qual o PSD distribui influência entre cenários distintos. A ideia é manter portas abertas e evitar perder peso político, independentemente do formato da aliança.
Entre os nomes apresentados, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado aparecem como opções palatáveis para composições regionais. A leitura é de que não há um favorito claro para a candidatura presidencial, pelo menos por ora.
Planos e frustrações
O plano inicial apontaria Tarcísio de Freitas (SP) como possível candidato presidencial, com Kassab cogitando disputar o governo paulista. No entanto, a estratégia ficou comprometida pela escolha de Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial, influenciando alianças regionais.
Além disso, a disputa pela indicação de vice-governador em São Paulo envolve o PSD e o PL, o que pode atrapalhar o desenho de coalizões. As movimentações indicam negociações em estágio avançado para 2026.
Palanques estaduais e impacto nacional
A filiação de Caiado foi seguida pela llegada de Marcos Rocha (RO) e a permanência de Fábio Mitidieri (SE) no partido. O PSD hoje lidera o maior número de prefeituras no Brasil, com 885, e controla três ministérios no governo Lula, fortalecendo o redesenho de apoio.
Analistas destacam que a etapa atual acumula forças em estados decisivos para o pleito, como Minas Gerais. A próxima etapa envolve consolidar alianças estaduais com a expectativa de influenciar o cenário nacional, mantendo a flexibilidade para escolher o caminho vencedor.
Perspectivas para 2026
A leitura de especialistas aponta que Kassab mantém cartas para intermediar alianças mesmo sem um único candidato consolidado. A estratégia é construir poder de barganha com governadores e lideranças regionais, fortalecendo o papel do PSD no processo eleitoral, seja na vitória de um frente ou na definição do segundo turno.
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