- Painéis sobre escravização removidos do President’s House, em Filadélfia, em 22 de janeiro, com 34 artefatos levados para armazenamento para atender a uma ordem executiva de revisão da narrativa histórica.
- A ação ocorre em várias cidades: símbolos e painéis considerados inadequados foram removidos ou alterados em parques nacionais para cumprir a ordem do governo federal.
- A cidade de Filadélfia entrou com processo para reintegrar o material; em 2 de fevereiro, um juiz bloqueou novas mudanças no local até decisão posterior.
- Críticos dizem que a medida compromete a credibilidade do Servicio Nacional de Parques em apresentar uma história completa, especialmente sobre escravidão e povos indígenas.
- Autoridades do governo defendem a revisão conforme a ordem, destacando a necessidade de ajustar conteúdos que, segundo eles, distorcem a história.
O Serviço de Parques Nacionais (NPS) removeu 34 painéis que destacavam a escravização no Presidente’s House, em Filadélfia, abrindo espaço para atender a uma ordem executiva de Washington. O objetivo é alinhar-se à narrativa histórica promovida pela gestão federal.
Os painéis, que mostravam a vida de pessoas escravizadas por George Washington quando a Filadélfia era a capital no século XVIII, foram retirados em 22 de janeiro e já estão em armazenamento. O material incluía informações sobre o tema no local.
A ação faz parte de uma ofensiva nacional visando cumprir a ordem de 27 de março de 2025, intitulada Restoring Truth and Sanity to American History. A meta é revisar marcas públicas consideradas desfavoráveis a narrativas oficiais.
Ao todo, trabalhos em mais de uma dúzia de parques foram sinalizados para revisão. Dois painéis no Little Bighorn, em Montana, sobre História Indígena e a Batalha de Little Bighorn foram considerados não conformes. Em Muir Woods, Califórnia, sinais sobre mudanças climáticas também foram removidos.
A cidade de Filadélfia moveu ação na Justiça para reintegrar o material da exposição, pedindo também uma suspensão de novas alterações. Em 2 de fevereiro, a juíza Cynthia M. Rufe proibiu alterações adicionais no Presidente’s House até novo aviso.
Um porta-voz do Departamento do Interior afirmou que a NPS aguarda a conclusão da revisão para cumprir a ordem. A nota oficial destacou a intenção de reduzir impactos econômicos locais e mencionou a política de acesso público sem elogiar ou difamar figuras históricas.
Críticos dizem que a remoção compromete a credibilidade da NPS ao narrar a história. Especialistas ressaltam a importância de apresentar vozes indígenas e negras de forma contextualizada, mantendo o equilíbrio entre fatos e interpretação.
Para defensores, a medida busca evitar declarações que possam ser consideradas ofensivas ou desrespeitosas. A discussão envolve preservação do patrimônio versus ajuste de relatos históricos às políticas atuais.
Especialistas apontam que a narrativa pública pode ficar incompleta sem perspectivas históricas complexas. Eles ressaltam a função educativa dos monumentos e o papel de fontes diversas na construção histórica.
A controvérsia ocorre em meio a visitantes que se dirigem às áreas históricas antes do 250º aniversário dos EUA, em 4 de julho. A gestão afirma que as mudanças são necessárias para cumprir diretrizes federais.
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