- O Índice de Percepção de Corrupção de Transparência Internacional apontou queda histórica da UK e dos EUA em 2025, em meio a sinais de erosão de instituições democráticas.
- Reino Unido caiu da sétima posição para a 20ª, com pontuação de 70 em 100, de 71 no ranking anterior.
- Estados Unidos caiu da 28ª para a 29ª posição, com a menor pontuação já registrada, 64.
- Fatores apontados incluem gastos eleitorais recordes e dependência de apoiadores ricos, com casos envolvendo doações ao Partido Conservador e críticas a doadores de Labour.
- O relatório também destaca tendência de piora em democracias estáveis, fazendo alerta sobre necessidade de governança íntegra e independência institucional.
O Reino Unido e os Estados Unidos caíram para níveis inéditos em um ranking global de corrupção, divulgando uma tendência preocupante de retrocesso em democracias consolidadas. O levantamento avalia a percepção de corrupção no setor público em 182 países.
Elaborado pela Transparência Internacional, o índice aponta deterioração mundial: 31 países tiveram melhora, enquanto 50 apresentaram piora. A organização destaca sinais de erosão institucional ligados a financiamento de campanhas e pressão sobre jornalistas e ativistas.
No Reino Unido, a posição caiu de 7º para 20º lugar em 2025, com nota de 70/100, frente a 71 no relatório anterior. A entidade cita gastos de campanha mais elevados e dependência de grandes doadores como parte do problema.
A queda britânica resulta, segundo a TI, de gastos recordes em campanha eleitoral e de ligações entre doadores ricos e a política. Relatos apontam doações expressivas associadas a controvérsias envolvendo grandes patrocinadores.
Além disso, a análise menciona o papel de figuras influentes na política britânica, críticas sobre nomeações para doadores e episódios envolvendo relações entre governo e doadores. A TI alerta para um cenário de escândalos persistentes.
Nos EUA, o país recuou da 28ª para a 29ª posição, com a menor pontuação já registrada: 64/100. A organização observa que eventos recentes, ainda não computados no conjunto inicial, podem indicar novas tendências de deterioração.
Entre os fatores apontados estão ações que visam pressionar vozes independentes, uso da máquina pública para favorecer atores específicos e a possível politização de decisões judiciais. Tais dinâmicas sinalizam riscos à independência institucional.
Internacionalmente, apenas sete países alcançaram 80 pontos ou mais, com Dinamarca no topo há anos, seguida por Finlândia, Singapura, Nova Zelândia, Noruega, Suécia e Suíça. França, Alemanha e outros aparecem em posições intermediárias.
A instituição ressaltou uma tendência global de queda em democracias historicamente estáveis, citando tensões entre grandes potências, mudanças climáticas e conflitos armados como fatores de pressão. A necessidade é de instituições independentes robustas.
O relatório também traz um alerta sobre o contexto político internacional, incluindo debates sobre governança pública, integridade institucional e combate à corrupção. A TI reforça a importância de ações firmes para restaurar confiança pública.
Um porta-voz do governo britânico indicou compromisso com o enfrentamento à corrupção, citando medidas para endurecer padrões de vida pública e ampliar a atuação de unidades anti-corrupção com financiamento adicional.
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