Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sheikh que liderou oração em protesto contra Herzog diz polícia foi agressiva

Coalizão muçulmana cobra investigação independente e responsabilização de policiais por prender fiéis durante oração em protesto contra Herzog em Sydney

Police disperse praying Muslims during protests in Sydney – video
0:00
Carregando...
0:00
  • Policiais agarraram e arrastaram homens ajoelhados em oração durante um protesto em Sydney contra a visita do presidente israelense Isaac Herzog; o grupo ocorreu na forecourt da prefeitura de Sydney.
  • O sheikh Wesam Charkawi liderou a oração e afirmou que a resposta policial foi “unhinged” e agressiva, com muitos ainda rezando quando foram interrompidos.
  • Uma coalizão de 38 organizações muçulmanas e jurídicas pediu a demissão do comissário de polícia de New South Wales e um pedido de desculpas do primeiro-ministro estadual, além de uma investigação independente e responsabilização de oficiais.
  • A deputada estadual Abigail Boyd relatou ter sido atingida e viu fiéis sendo arrastados; as partes defendem que a polícia buscava manter a ordem e separar o protesto de um grande evento com Herzog.
  • O premier Chris Minns e o primeiro-ministro federal Anthony Albanese comentaram o episódio, reiterando que a polícia agiu para separar grupos e investigará possíveis abusos, sem que haja alvo específico a comunidades.

O que houve: policiais de Nova Gales do Sul agarraram homens que oravam durante um protesto em Sydney contra a visita do presidente israelense Isaac Herzog. O incidente ocorreu na segunda-feira à noite, próximo ao Sydney Town Hall, após a intervenção policial durante uma oração liderada por Sheikh Wesam Charkawi.

Quem está envolvido: o grupo de homens em oração, liderado pelo Sheikh Wesam Charkawi, foi alvo de abordagens físicas por parte de policiais. A manifestação ocorreu em contexto de protesto contra a visita do presidente de Israel. Um total de cerca de uma dúzia de homens participou da oração em duas filas lineares.

Quando e onde: o ato ocorreu na noite de segunda-feira, no forecourt do Sydney Town Hall, no centro de Sydney. O protesto fazia parte de uma mobilização contra a visita de Herzog, associada a críticas por ações em relação ao conflito no Oriente Médio.

Por que isso aconteceu: segundo as organizações muçulmanas, a atuação policial foi inadequada e desproporcional, em uma ocasião de oração pacífica. O grupo aponta que houve detenção de indivíduos que não apresentavam ameaça, em meio a vaias de outros manifestantes.

Reações das organizações muçulmanas e autoridades

Mais de 38 organizações muçulmanas e jurídicas australianas pediram a resignação do comissário da polícia de NSW, Mal Lanyon, apontando responsabilidade pela cultura policial que permitiu o ocorrido. O premier de NSW, Chris Minns, foi solicitado a pedir desculpas pela suposta agressão policial.

A coalizão afirmou que o uso de força durante um protesto legal e pacífico foi inaceitável, com interceptação de um momento de observância religiosa. O grupo pediu investigação independente e responsabilização individual de agentes que cometam ilegalidades. A Australian National Imams Council também considerou a atuação policial pesada e injustificada.

O comissário Lanyon defendeu as ações dos oficiais, alegando contenção diante de incitações para marcha não autorizada no CBD. Minns reconheceu críticas, mas afirmou que policiais buscavam manter as pessoas separadas de um grande evento com Herzog em Darling Harbour e agradeceu aos agentes pelo serviço.

O debate também alcançou o Parlamento federal, com o primeiro-ministro Anthony Albanese mencionando a necessidade de apurar todas as circunstâncias, sem indicar intenção de impedir orações ou a prática religiosa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais