- Wes Streeting, secretário de Saúde, pode tentar depor Keir Starmer após as eleições locais de maio, apesar de afirmar que apoia o primeiro-ministro.
- MPs próximos a Streeting dizem que ele quer agir logo após o pleito em maio para conter um provável desafio de Angela Rayner, que aguarda o desfecho de uma investigação sobre impostos de propriedade.
- O primeiro ministro recebeu apoio público de Streeting e do prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, em meio a sinalizações de união, enquanto o gabinete discutiu mudanças de cultura em Downing Street.
- Streeting e Starmer teriam realizado uma reunião individual para esclarecer a situação, enquanto o governo busca entender se houve coordenação com o líder trabalhista escocês, Anas Sarwar.
- O futuro de Starmer fica ligado aos resultados de Gorton e Denton e das eleições locais de maio; críticos questionam a confiança pública nele.
Wes Streeting, secretário de Saúde, mantém a leitura de uma candidatura à liderança, mesmo com sinalizações de união pública na direção do premiê Keir Starmer. Aliados dizem que ele pretende atuar já após as eleições locais de maio.
No centro do tema, Streeting é visto como provável desafiante de Starmer em semanas, caso haja espaço político após a eleição de maio. A meta seria antecipar possíveismovimentos da rival Angela Rayner, envolvida em uma investigação sobre impostos de propriedade.
Na terça-feira, Starmer tentou restabelecer autoridade após um dia conturbado em Westminster, com críticas de Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, e a saída do diretor de comunicações. O premiê disse que não vai abandonar a tarefa.
Burnham, prefeito de Greater Manchester, confirmou apoio a Starmer, ressaltando a necessidade de unidade, ao mesmo tempo em que pediu ambição do governo em áreas como moradia. Streeting também reiterou o apoio total a Starmer em público.
Ainda assim, parlamentares próximos a Streeting afirmam que ele continua disposto a substituir Starmer e, se necessário, agir logo após a eleição de Gorton e Denton, marcada para este mês.
Um assessor descreveu a situação como de risco de o grupo se acomodar e levar a uma queda lenta rumo a um governo de reforma. Segundo ele, Streeting tem números, mas requer firmeza política.
Outro relato aponta que, para alguns, Starmer já estaria em fase de desgaste, com dúvidas sobre a liderança entre parte do público e dentro do partido. A condução pós-eleições locais é vista como decisiva.
Os aliados citam que houve coordenação questionável entre Streeting e Sarwar, embora não haja confirmação de acordo prévio. Textos trocados com Peter Mandelson também geraram polêmica.
No governo, interlocutores dizem que a discussão entre Streeting e Sarwar pode ter sido mal executada, com consequências imprevisíveis para o futuro da liderança do Labour.
Gorton e Denton
A evolução das candidaturas nessas duas valeções regionais e os resultados das eleições locais de maio são apontados como determinantes para o destino político de Starmer, inclusive quanto à continuidade no cargo.
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