- Pesquisas da NBC indicam que 49% dos adultos dos EUA desaprovam fortemente o manejo da imigração, contra 34% em abril e menos de 40% no verão passado.
- A queda de apoio ocorre após episódios envolvendo agentes da imigração em Minneapolis, que resultaram na morte de dois cidadãos. Autoridades classificaram as vítimas como “terroristas domésticos” no momento dos incidentes.
- Cerca de 60% dos entrevistados, na semana seguinte aos acontecimentos, desaprovam as políticas de imigração e fronteiras defendidas pela administração.
- A pesquisa aponta resistência à atuação da agência de imigração, com quase três quartos desejando reformar ou abolir a agência de polícia de imigração (ICE).
- Além disso, 63% não confiam no governo federal para conduzir investigações justas sobre as mortes, e 62% discordam de que agentes respeitam as leis dos cidadãos comuns.
A aprovação de Donald Trump nas críticas à imigração caiu acentuadamente após as mortes de dois cidadãos em incidentes envolvendo agentes da Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Minneapolis. A pesquisa, realizada pela NBC News, aponta desagrado de 49% dos adultos americanos com a atuação da Administração na área, contra 34% em abril.
Os números representam queda de apoio ao tema central da agenda de Trump para as eleições. Em pesquisa anterior, o índice de desaprovação forte era de 38%. Em abril, esse percentual ficava em 34%.
O levantamento, que ouviu quase 22 mil adultos, indica que as mortes de Renee Good e Alex Pretti provocaram efeito desproporcional na percepção pública, comparado a controvérsias anteriores envolvendo agentes de imigração em outras cidades.
Entre os respondentes, cerca de 60%, na semana após a morte de Pretti, desaprovaram as políticas de imigração e fronteiras da administração. A taxa de desaprovação geral acompanha a queda de apoio ao desempenho do presidente na imigração, tema central de sua campanha.
Paralelamente, o apoio ao tema também recua em relação à avaliação geral do governo, com pesquisas recentes sugerindo o apoio de Trump em torno de 39%. O estudo aponta resistência ainda maior a ações da ICE no público.
A pesquisa aponta uma desconfiança mais ampla em relação à ICE, com quase 75% dos entrevistados defendendo alguma reforma ou o fim da agência. A maioria também se mostrou contrária ao uso de máscaras por agentes, e 58% discordaram da ideia de que cidadãos comuns não teriam medo de agentes.
Ao analisar responsabilidade, 63% disseram que o governo federal atuou de forma excessiva ao ignorar governos locais ou estaduais. Além disso, 62% afirmaram não confiar na condução de investigações federais sobre as mortes de Good e Pretti, após a exclusão de investigadores locais do processo.
O levantamento também revela divergências entre antigos membros do Partido Republicano e apoiadores de Trump na linha de imigração. Entre tradicionalistas, 59% apoiam uma investigação sobre os agentes que teriam feito Pretti, contra 38% entre apoiadores de Trump.
Enquanto isso, autoridades mantêm posição firme em relação à atuação da ICE. O responsável interino pela agência, Todd Lyons, afirmou, em depoimento ao comitê da Câmara, que a instituição não recuará. Lyons ressaltou que a atuação não pode ser intimidada.
Estudos recentes indicam que pelo menos 24 agentes da ICE já foram acusados de crimes desde 2020, conforme levantamento da Associated Press. As acusações envolvem padrões de abuso físico e sexual, corrupção e outras irregularidades. A maioria dos casos ocorreu antes de o DHS receber 75 bilhões de dólares para ampliar o quadro de agentes.
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