- Carlos Bolsonaro informou que Jair Bolsonaro teve noite difícil na Papuda devido a uma nova crise de soluços que persistiu durante a madrugada.
- O filho disse que o pai segue debilitado pelas condições crônicas e que a família está cada vez mais preocupada com a saúde dele.
- Há preocupação com o risco de broncoaspiração e com a ausência de assistência médica permanente no local.
- A defesa apresentou novo pedido de prisão domiciliar com base em laudo de médico assistente, que aponta risco de agravamento da saúde sem tratamento adequado, incluindo possibilidade de arritmia, infarto, AVC e impactos psicológicos.
- As visitas ocorrem às quartas e aos sábados; próximas presenças de senadores e deputados estão previstas para os dias 18 e 21.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, teve uma noite difícil devido a uma nova crise de soluços que se manteve durante toda a madrugada, segundo o filho Carlos Bolsonaro. A informação foi confirmada após a visita ocorrida nesta quarta-feira.
Carlos relatou que deixou a Papuda com o pai ainda debilitado pelas condições crônicas, o que ele disse preocupar a família. Ele ressaltou o risco de broncoaspiração diante do quadro de saúde do ex-presidente.
O filho afirmou ainda que a situação se arrasta há mais de seis meses e envolve outras comorbidades. Também criticou a percepção de assistência médica constante no local.
Visitas e cronograma
Durante a visita, Carlos descreveu que as visitas a Bolsonaro ocorrem às quartas-feiras e aos sábados. Filhos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não precisam de autorização prévia para acompanhar o ex-presidente.
Para a próxima semana, está previsto o encontro com senadores e deputados, ampliando a cobertura das visitas por representantes do PL. A programação oficial cita nomes ligados ao partido.
Defesa e prisão domiciliar
Mais cedo, a defesa de Bolsonaro protocolou novo pedido de prisão domiciliar com base em laudo de médico assistente indicado pelos advogados. O documento sustenta que o estado de saúde pode piorar sem tratamento adequado.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, apontando que a custódia atual pode ser inadequada frente às condições de saúde identificadas. A defesa cita jurisprudência para justificar a solicitação.
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