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Bolsonaro tenta novamente convencer Moraes a autorizar prisão domiciliar humanitária

Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar humanitária; laudos apontam multimorbidade grave, PF recomenda avaliação adicional e tratamento especializado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
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  • Jair Bolsonaro, ex-presidente, está preso desde 15 de janeiro no Complexo Penitenciário da Papuda, no local conhecido como Papudinha.
  • A defesa pediu a Moraes prisão domiciliar humanitária, com base em laudos que apontam multimorbidade grave e uso de medicamentos com efeitos centrais e cardiovasculares.
  • Entre as doenças citadas estão histórico de internações, cirurgias, pneumonia, apneia do sono, hipertensão e necessidade de tratamento contínuo.
  • Em 6 de fevereiro, a Polícia Federal informou a Moraes que Bolsonaro tem condições de permanecer na Papudinha, mas recomendou investigação complementar e tratamento especializado devido a sinais de desequilíbrio que elevam risco de quedas.
  • Moraes havia fixado prazo de cinco dias para defesa se manifestar sobre o relatório da PF.

O ex-capitão Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a concessão de prisão domiciliar humanitária. A solicitação foi apresentada nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro está afastado da prisão em tempo integral desde 15 de janeiro, quando passou a cumprir o regime inicial no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. A defesa sustenta que o quadro de multimorbidade grave justifica a medida.

A defesa aponta laudos médicos que descrevem doenças crônicas, sequelas cirúrgicas e interações de medicamentos. Argumenta ainda que há histórico de internações, pneumonia recorrente, apneia do sono e hipertensão arterial sistêmica.

Em 6 de fevereiro, a Polícia Federal encaminhou a Moraes um laudo que afirma condições de permanência de Bolsonaro na Papudinha, desde que haja acompanhamento médico e tratamento especializado. O documento também recomenda monitoramento devido ao risco de quedas.

Moraes havia fixado um prazo de cinco dias para a defesa se manifestar sobre o relatório da PF. A decisão sobre prisão domiciliar ainda não foi tomada. A situação permanece em andamento, com desdobramentos políticos e judiciais em curso.

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