- Um grupo muçulmano pediu ao comissário de polícia de New South Wales, Mal Lanyon, que peça desculpas à comunidade muçulmana pela interrupção de uma oração durante protesto contra a visita do presidente israelense em Sydney.
- A Australian National Imams Council (Anic) disse ter recebido a desculpa de Lanyon, enquanto outras organizações muçulmanas afirmam não ter sido contactadas.
- Lanyon disse ter conversado com líderes muçulmanos e pedido desculpas por qualquer ofensa, mas afirmou que a dispersão da multidão foi necessária devido às ações dos manifestantes.
- A líder da Anic confirmou o contato, mas a Afic e a Lebanese Muslim Association afirmaram não ter sido solicitadas para comentários ou desculpas.
- A resposta policial e do governo continua a ser defendida; houve deputies de agressões a manifestantes em vídeos e 27 pessoas foram presas, com nove acusadas de crimes variados; uma menor de 16 anos também foi envolvida em uma acusação de agressões.
O comissário da polícia de New South Wales, Mal Lanyon, foi alvo de pedidos de desculpas à comunidade muçulmana após o episódio em que policiais interromperam um grupo que rezava em Sydney durante protesto contra a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, na segunda-feira. A ação ocorreu no centro da cidade, durante o protesto.
Lanyon afirmou ter se desculpado com líderes muçulmanos pela possível ofensa causada, mas sustentou que a dispersão do grupo foi necessária devido às ações dos manifestantes. A ANIC informou que recebeu o pedido de desculpas, enquanto outras entidades muçulmanas disseram não ter sido contatadas.
Entre as organizações muçulmanas, o presidente da Afic não confirmava ter sido abordado, e a Lebanese Muslim Association pediu uma comunicação pública mais ampla. Avalia-se que houve contato entre Lanyon e líderes muçulmanos para esclarecer o ocorrido, segundo relatos.
O governo de Chris Minns e a polícia de NSW defendem a resposta durante o protesto no área da town hall, em Sydney. O objetivo era manter a ordem após vídeos que mostraram agressões de policiais a manifestantes.
Catley, secretária da polícia estadual, afirmou que inocentes podem ter sido afetados e ressaltou que os organizadores do protesto, o Palestine Action Group, devem responder por incidentes. Ela também mencionou uma suposta agressão a um menor.
O chefe da polícia reiterou, em entrevista, que cada oficial é responsável por suas ações e que os incidentes devem ser avaliados no contexto. A esse episódio, soma-se a denúncia de uma agressão a um rapaz de 16 anos durante o protesto.
Paralelamente, Grace Tame provocou críticas após liderar um canto com frase contestada. Parlamentares de oposição solicitaram que a polícia investigue o uso da expressão, ainda que não haja lei vigente que a proíba.
A polícia informou que continua investigando as ações de manifestantes por meio de imagens de câmeras corporais e redes. No total, 27 pessoas foram presas na segunda-feira, com nove acusadas de diversos crimes.
Em Sydney, protesto externo à delegacia de Surry Hills reuniu apoiadores para exigir a retirada de acusações, encerrando-se com tensão após a detenção de um manifestante por acender uma lanterna repetidamente diante dos agentes.
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