- Uma sessão no Congresso dos Estados Unidos foi marcada por um debate tenso entre a procuradora-geral Pam Bondi e os congressistas democratas, com vítimas e familiares de Epstein presentes na plateia.
- Bondi interpelou repetidamente os democratas, chegou a chamar Jamie Raskin de “advogado fracassado e perdedor” e defendeu que o Departamento de Justiça pode ter manipulado o arquivo.
- Parlamentares democratas questionaram cúmplices de Epstein e pediram explicações sobre a divulgação de nomes e imagens de vítimas, enquanto Bondi alegava proteção à privacidade e citava o trabalho de desclassificação.
- Houve acusações de encobrimento e acusações cruzadas sobre o papel de Trump na relação com Epstein, com Bondi defendendo o presidente e os democratas apontando possível proteção de figuras poderosas.
- O encontro incluiu momentos de teatralidade e desentendimentos entre Bondi e congressistas, além de críticas sobre a condução da divulgação dos arquivos e a condução de investigações relacionadas ao caso.
O tema considerado o arquivo de Jeffrey Epstein dominou o plenário do Congresso dos EUA nesta quarta-feira, gerando um debate áspero entre a procuradora-geral Pam Bondi e representantes democratas. A sessão, em Washington, reuniu ao redor de uma dezena de vítima e familiares de sobreviventes para acompanhar as acusações sobre a gestão do departamento no caso de abusos sexuais e a relação de Donald Trump com Epstein.
Durante as falas, Bondi interrompeu com frequência, respondendo a acusações dos democratas sobre suposto favorecimento e ocultação de informações. A líder da chanceleria, ao ser provocada por Jamie Raskin, reagiu com veemência, defendendo a atuação do seu gabinete na análise dos documentos desclassificados.
Entre as discordâncias, testemunhas presentes no fundo do plenário reforçaram o apelo por transparência e responsabilização. Raskin destacou que centenas de sobreviventes ainda buscam justiça e que os abusadores devem ser identificados e responsabilizados. Bondi manteve o tom firme, defendendo a integridade da investigação.
Confrontos e desdobramentos
Democratas questionaram supostos cúmplices de Epstein e a forma de proteção de informações sensíveis. Bondi contestou as acusações, afirmando que o processo envolveu cerca de três milhões de documentos, incluindo imagens e vídeos, e que a defesa das vítimas orienta as ações do departamento. Ela citou a atuação de mais de 500 advogados na classificação e análise dos materiais.
O debate também abordou a presença de Donald Trump nos arquivos. Embora apareça em várias referências cruzadas, os documentos mostram poucas menções diretas e não indicam crimes atribuíveis ao ex-presidente. O tema gerou ataques verbais entre Bondi e democratas sobre supostos vínculos entre Trump e Epstein.
Outro ponto intenso ocorreu quando a congressista Ted Lieu exibiu um vídeo envolvendo Trump e Epstein, questionando Bondi sobre a relação entre ambos. A procuradora reiterou que não há evidência de crime por parte de Trump a partir dos registros apresentados. O tom do confronto permaneceu firme ao longo da sessão.
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