- O deputado estadual do LNP de Queensland, Nigel Dalton, pediu que colegas falem sobre o aborto, citando a necessidade de “colocar a armadura de Deus”.
- Dalton, que cruzou o plenário para votar numa moção que permitiria ao crossbench contestar a ordem de gag, disse buscar redenção com o público e com Deus.
- Ele reconheceu ter se arrependido do voto anterior que apoiou a imposição do gag (em 2024) e atribuiu isso à ingenuidade.
- O premiê David Crisafulli minimizou o desvio, mantendo a posição do governo de não haver mudanças na legislação sobre aborto.
- Dalton é o primeiro membro do governo a cruzar o plenário em vários mandatos, e afirmou que agir foi decisão pessoal, sem detalhar o apoio específico de sua decisão.
Nigel Dalton, deputado estadual rebelde do LNP de Queensland, rompeu o protocolo ao votar contra o gag law sobre aborto e estimulou colegas a se manifestarem. Em entrevista publicada no YouTube, ele afirmou que a mudança de posição foi motivada por sua relação de décadas com o tema.
Dalton, eleito pela primeira vez, cruzou o plenário nesta semana para apoiar uma moção de Robbie Katter que buscava permitir ao bloco de independentes questionar a ordem de debate. A ação ocorreu no contexto da disputa sobre o aborto no estado.
O episódio expôs o desgaste interno do LNP diante de promessas de campanha que defendiam manter a lei intacta. O líder do partido, David Crisafulli, manteve a posição de não alterar a legislação, destacando que o tema não fazia parte dos planos do governo.
Dalton disse que se arrependeu de ter votado em 2024 para impor o impedimento de debate sobre o aborto, chamando o voto de ingenuidade. Em pronunciamento breve, ele descreveu a decisão como pessoal e não explicou detalhes adicionais.
A liderança do LNP minimizou o episódio, reiterando que o partido manteve sua posição anunciada na campanha eleitoral. O episódio marca a primeira vez em vários mandatos que um integrante do governo rompe a disciplina de votação.
Dalton afirmou ainda que buscava redenção pública e espiritual, afirmando que serve a uma dimensão religiosa e que entende as dificuldades de gestión para a liderança do LNP. O episódio segue gerando questionamentos internos sobre a posição do partido.
Entre na conversa da comunidade