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Ex-espião revela política ‘não pergunte, não conte’ para enganar mulheres

Polícia secreta adotou a política “não pergunte, não conte”; superiores sabiam e não impediram relacionamentos sexuais de longa duração com ativistas

Jim Boyling received letters praising his covert work from the then home secretary Jack Straw and senior police officers.
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  • Oficial de polícia disfarçado afirmou que seus superiores do SDS sabiam que relacionamentos sexuais longos eram comuns com ativistas e não tomaram medidas para impedir, adotando uma postura de “não pergunte, não conte”.
  • Jim Boyling atuou por cinco anos espionando grupos ambientalistas e de direitos dos animais, incluindo liderança de protestos, e relata que a prática era considerada “inevitável” pelos gerentes.
  • Três ativistas relatam os impactos: Monica descreve violação sexual; Ruth diz ter se sentido enganada, traída e manipulada; Rosa relata relacionamento abusivo e controle.
  • O inquérito público investiga cerca de cento e trinta e nove agentes infiltrados que espionaram principalmente ativistas de esquerda entre sessenta e oito e, pelo menos, dois mil e dez.
  • Boyling recebeu cartas formais de reconhecimento do então secretário de Interior, Jack Straw, e de oficiais superiores pela coleta de informações sobre os manifestantes.

Jim Boyling, ex-agente infiltrado, afirmou em audiência pública que seus superiores no Metropolitano não agiram para impedir que formed relações sexuais com ativistas durassem anos, mesmo quando surgiam sob identidade de policial. Segundo ele, a liderança adotou uma postura de não perguntar, não contar, enquanto a prática era tolerada entre os agentes.

O caso faz parte de uma apuração sobre o uso de oficiais disfarçados por décadas no Reino Unido, com foco em cerca de 139 agentes que vigiaram principalmente grupos de esquerda entre 1968 e 2010. Boyling atuou por cinco anos na SDS, unidade que integrava a divisão de demonstrações especiais do Corpo.

  • Contexto e tempo: Boyling testemunha que, durante o período de 1995 a 2000, havia novas relações entre agentes disfarçados e ativistas, sem que os superiores exigissem clareza sobre identidades reais. Ele disse ter visto colegas manterem vínculos íntimos sem revelar a condição de policial.
  • Envolvidos: três ativistas do grupo Reclaim the Streets (RTS) relatam ter se conectado romanticamente com Boyling durante a atuação dele como informante. Dois relacionamentos ocorreram entre 1997 e 1999, com duração de meses, enquanto o terceiro se estendeu até 2000, quando o policial deixou o serviço e posteriormente revelou sua identidade.
  • Desdobramentos para as vítimas: as mulheres descrevem impactos graves em suas vidas, incluindo violação emocional, sensação de manipulação e ruptura de confiança. Uma das envolvidas relatou ter se sentido traída e humilhada, descrevendo o episódio como prejudicial à sua autoestima. Outra afirmou ter sido enganada e submetida a um relacionamento controlador, enquanto a terceira descreveu um vínculo que se estendeu a diversas esferas de sua vida.
  • Repercussões institucionais: Boyling recebeu reconhecimento formal por parte de autoridades, incluindo cartas de apoio do ex-ministro do Interior e de oficiais de alto escalão, pelo trabalho de coleta de informações sobre protestos. A investigação pública busca esclarecer se esse tipo de conduta era conhecido e tolerado pela gestão da SDS.
  • Perspectiva da apuração: Sir John Mitting, responsável pela análise, já havia destacado que os impactos das relações de disfarce se tornaram mais evidentes ao longo das audiências. A investigação continua a mapear a prática de relacionamentos longos mantidos sob identidade de agente infiltrado.
  • Contexto adicional: a apuração envolve denúncias de que cerca de 50% dos oficiais da SDS teriam mantido relações com ativistas sem divulgar a verdadeira identidade. O objetivo é compreender como tais práticas foram gerenciadas pela hierarquia, bem como as consequências para as pessoas afetadas.

Observação: as informações são apresentadas com base em depoimentos e documentos da UCPI (Public Inquiry into Policing, Undercover), bem como cobertura de veículos de imprensa, sem julgamento sobre as partes envolvidas.

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