- O partido Novo protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma ação contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai homenagear o presidente Lula em desfile no Sambódromo; a ação será relatada pela ministra Estela Aranha, indicada por Lula para o cargo.
- O Novo acusa propaganda eleitoral antecipada, dizendo que o samba-enredo extrapola uma homenagem cultural e contém pedido explícito de voto e menção direta ao número de urna.
- A legenda solicita que a escola seja proibida de desfilar com o samba-enredo, que a transmissão seja barrada e que vídeos da agremiação nas redes sociais sejam retirados.
- Estela Aranha assumiu o cargo no TSE em agosto do ano passado, após ser indicada por Lula; antes, comandou a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça.
- O enredo intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” abrirá o Grupo Especial no Rio, com Lula previsto para acompanhar o desfile no camarote da prefeitura ao lado da primeira-dama Janja e do prefeito Eduardo Paes.
A ação apresentada pelo partido Novo contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói sustenta que o enredo do desfile de rua extrapola uma homenagem cultural ao citar Lula de forma explícita como apoiador da candidatura, com pedidos de voto e uso de termos associados a urnas. O processo será relatado pela ministra Estela Aranha, no TSE, indicada por Lula para o cargo.
Segundo o Novo, o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” ultrapassa limites de narrativa cultural ao funcionar como propaganda eleitoral, com pedidos diretos de voto e menção a urna.
A petição também solicita a proibição do desfile da escola com esse samba, a suspensão da transmissão do ato e a retirada de vídeos das redes sociais, argumentando que a peça se transforma em divulgação da campanha.
O TSE ainda não decidiu se atenderá ao pedido imediato ou submeterá a matéria ao plenário para apreciação. Estela Aranha passou a ocupar a vaga após indicação de Lula no ano passado.
O desfile está previsto para abrir a primeira noite do Grupo Especial no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Sambódromo, com a presença confirmada do presidente Lula, acompanhado da primeira-dama Janja e do prefeito Eduardo Paes.
Ensaio técnico na Sapucaí, no fim de janeiro, evidenciou tensões políticas: integrantes da escola formaram o signo L em apoio a Lula, e telões projetaram críticas à anistia de aliados de Bolsonaro.
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