- Rachel Reeves afirmou que o Labour pode ganhar o argumento político a favor de uma relação mais estreita com a União Europeia, chamando isso de “prêmio maior” para o crescimento econômico do Reino Unido.
- Ela citou a reentrada no programa Erasmus como um dos feitos mais populares já alcançados pelo partido.
- A dirigente ressaltou que o comércio com a UE é vital para a economia britânica, pois quase metade das exportações do país destinam‑se ao bloco.
- Sobre alinhamento, Reeves mencionou a possibilidade de integração setorial com a UE, com algumas medidas sendo unilaterais e outras negociadas, incluindo um modelo similar ao suíço em determinados setores.
- O governo vai revisar o acordo de comércio e cooperação assinado em 2020, com uma cúpula de “reset” entre as partes prevista para os próximos meses, segundo a dirigente.
Rachel Reeves afirma que o Labour pode vencer o argumento político por laços mais próximos com a UE, apresentando a integração como o maior prêmio para o crescimento econômico do Reino Unido. A declaração foi feita em Londres, durante evento sobre segurança europeia organizado pelo think tank Bruegel.
Reeves destacou que quase metade do comércio britânico é com a UE, ressaltando a importância econômica da relação com o bloco. Ela citou acordos com outros países, mas afirmou que a melhoria nas relações com a Europa tende a trazer ganhos maiores.
A chancelaria sinalizou interesse em avançar com alinhamentos setoriais, incluindo regras de alguns setores, em eventos com Bruxelas. A ideia é explorar caminhos de integração gradual, com possíveis acordos unilaterais e negociações para setores específicos.
Estrutura e próximos passos
Em pauta, a revisão do acordo de comércio e cooperação assinado em 2020, com avaliação prevista ainda neste ano. Também está prevista uma cúpula para discutir o “reset” entre Reino Unido e UE, com foco em parceria econômica e de segurança.
Reeves reiterou que políticas de mobilidade e de alimentos, bem como participação no mecanismo de ajuste de carbono da UE, estão entre as bases para futuras negociações. A intenção é avançar sem abrir mão de autonomia inglesa em políticas comerciais.
Contexto político e reações
O Labour tem enfrentado ceticismo de parte de seus estrategistas, que temem alienar eleitores favoráveis ao Brexit. O chanceler, no entanto, sinalizou abertura a alinhamentos setoriais e cooperação em defesa, destacando que a agenda europeia não substitui independência britânica.
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