- Governo de Donald Trump teria tentado indiciar democratas após um pedido para não cumprir ordens ilegais; a decisão do grande júri foi de rejeitar a medida.
- Os democratas dizem que podem entrar com ação legal em resposta; o senador Mark Kelly chamou a notícia de ruim e criticou a tentativa de silenciar opositores.
- Os seis democratas visados atuaram no militar ou na comunidade de inteligência; um vídeo em que pediam aos militares para recusarem ordens ilegais gerou acusações de sedição por Trump.
- A investigação, que começou em dezembro e seguiu em janeiro, envolveu pressão sobre depoimentos de membros do Congresso; o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, já foi alvo de alegações semelhantes.
- Há movimentos legais adicionais: Slotkin disse considerar ações futuras e pediu preservação de documentos; o advogado de Crow requisitou o mesmo, citando possíveis violações de direitos.
Um episódio revelado por meio da imprensa mostrou que o governo do presidente Donald Trump tentou — sem sucesso — levar à indicição deputados democratas, e que a decisão foi tomada por um grande júri. Os parlamentares souberam da tentativa apenas pela mídia, o que levou alguns a considerar ações legais em resposta.
Segundo fontes familiarizadas com o caso, o objetivo era indiciar democratas após eles terem incentivado membros das Forças Armadas a não obedecer a ordens consideradas ilegais. O grande júri, no entanto, rejeitou a tentativa, de acordo com as mesmas informações. Não há detalhes divulgados sobre o conteúdo das supostas acusações.
O episódio ocorre num contexto de tensões entre o governo federal e a oposição, ampliadas por críticas Democratas a operações militares e a declarações públicas de autoridades. Desde a retomada de funções em 2025, Trump tem defendido punições a adversários e a atuação de órgãos de Justiça contra críticos, conforme reportado por veículos de imprensa.
Entre os democratas citados no caso, seis possuem histórico de serviço militar ou reconhecimento na área de inteligência. Em novembro, lançaram um vídeo pedindo que as forças militares não cumprissem ordens ilegais, o que gerou acusações de traição por parte de apoiadores de Trump e levou o tema a debatedores no Congresso.
No desdobramento político, o Senado observa os próximos passos jurídicos. A senadora Elissa Slotkin, de Michigan, afirmou que manterá opções legais em aberto e que, caso as situações tivessem se desenvolvido de outra forma, a prisão poderia ter sido anunciada. Ela também pediu a preservação de documentos e confirmação de que a investigação foi encerrada.
Paralelamente, o advogado de um dos deputados envolvidos pediu que o procurador preserve evidências e interrompa a persecução. O caso aponta para o potencial de novas ações judiciais ligadas à proteção de direitos de liberdade de expressão e de membros do Congresso, conforme o andamento do processo.
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