- Angus Taylor renunciou ao cargo de ministro da defesa sombra, abrindo espaço para um possível desafio à líder Sussan Ley.
- Taylor afirmou que Ley não está em posição de liderar o partido e que há necessidade de liderança firme e foco nos valores.
- Há expectativa de uma votação no grupo parlamentar Liberal, com possibilidade de ocorrer já na quinta-feira.
- Pesquisas mostram o Liberal–National coalition perdendo apoio para a One Nation, de Pauline Hanson, com queda na votação principal.
- Ley tornou-se a primeira mulher a liderar os liberais em maio, após a derrota eleitoral de Peter Dutton.
Em Sydney, a líder da oposição na Austrália, Sussan Ley, encara um possível desafio à liderança menos de um ano no cargo, após a renúncia de um integrante sênior de seu gabinete sombra. Angus Taylor deixou o posto de ministro da defesa sombra na noite de quarta-feira, alimentando rumores de que haveria voto no grupo parlamentar ainda hoje.
Taylor afirmou aos jornalistas em Canberra que não acredita que Ley esteja em posição de liderar o partido como é necessário, ressaltando a necessidade de liderança firme, direção clara e foco nos seus valores. Ley e Taylor não comentaram de imediato ao pedido de posicionamento.
O contexto é de desgaste para a Liberal Party, que sofreu uma ampla derrota nas eleições de maio, abrindo espaço para críticas internas. Pesquisas apontam queda da oposição para 18% de apoio, com o aumento do apoio ao One Nation, de Pauline Hanson, para 27%.
Taylor, deputado na Câmara Baixa desde 2013, disse que ações urgentes são necessárias para restaurar a confiança no grupo liberal, cujo desempenho tem rendido questionamentos sobre a liderança. O episódio intensifica a percepção de instabilidade interna.
Ley, ex-piloto rural que liderou o partido em maio, tornou-se a primeira mulher a chefiar os liberais após a derrota de Peter Dutton. O futuro da liderança depende de decisões que serão tomadas pelo partido nos próximos dias.
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