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Ministro do Interior de Portugal renuncia por resposta à tempestade

Ministra do Interior de Portugal, Maria Lucia Amaral, renuncia após críticas à resposta ao temporal Kristin; Montenegro assume o cargo interinamente

View of a flooded area after the passage of storms Kristin and Leonardo, in the parish of Valada where the vote for the presidential election has been postponed, in Cartaxo, Portugal, February 8, 2026.
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  • A ministra do Interior de Portugal, Maria Lucia Amaral, pediu demissão, após críticas sobre a resposta das autoridades à Storm Kristin; o presidente Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a renúncia a pedido do primeiro-ministro Luís Montenegro.
  • Montenegro ficará interinamente responsável pela pasta do Interior até a nomeação de um substituto.
  • Storm Kristin atingiu o centro de Portugal em de janeiro, com ventos superiores a 200 km/h e danos generalizados, incluindo milhares de casas, fábricas e infraestrutura crítica, com ao menos seis mortes.
  • O governo estima custos diretos de reconstrução superiores a 4 bilhões de euros.
  • A saída de Amaral marca a primeira demissão desde a formação do governo de centro-direita há cerca de oito meses.

A ministra de Administração Interna de Portugal, Maria Lucia Amaral, renunciou do cargo, afirmou critério pessoal e político. A decisão foi apresentada após críticas de partidos de oposição e de comunidades locais sobre a resposta das autoridades à tempestade Kristin. O anúncio foi confirmado na terça-feira pela Presidência, a pedido do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, em Lisboa.

O presidente Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a renúncia de Amaral. Montenegro ficará interinamente com a pasta até a nomeação de um substituto. A Presidência informou que a transição ocorrerá de forma rápida para evitar lacunas na gestão do ministério.

A tempestade Kristin atingiu o centro de Portugal no início de 31 de janeiro, com ventos acima de 200 km/h e chuvas intensas. Milhares de casas, indústrias e infraestrutura crítica ficaram danificadas e ao menos seis pessoas morreram. O governo estima custos diretos de reconstrução acima de 4 bilhões de euros.

A renúncia de Amaral é a primeira do governo de maioria centro-direita, em operação há cerca de oito meses. Líderes de partidos reagiram de forma crítica, destacando falhas na resposta às tempestades. O clima político segue tenso diante da sequência de temporais que atingiram o país.

Portugal encara agora os efeitos indiretos da tempestade Nils, cuja passagem não é esperada diretamente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. As autoridades aguardam novos impactos no território à medida que as frentes climáticas se movem.

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