- A ministra do Interior de Portugal, Maria Lucia Amaral, pediu demissão, após críticas sobre a resposta das autoridades à Storm Kristin; o presidente Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a renúncia a pedido do primeiro-ministro Luís Montenegro.
- Montenegro ficará interinamente responsável pela pasta do Interior até a nomeação de um substituto.
- Storm Kristin atingiu o centro de Portugal em de janeiro, com ventos superiores a 200 km/h e danos generalizados, incluindo milhares de casas, fábricas e infraestrutura crítica, com ao menos seis mortes.
- O governo estima custos diretos de reconstrução superiores a 4 bilhões de euros.
- A saída de Amaral marca a primeira demissão desde a formação do governo de centro-direita há cerca de oito meses.
A ministra de Administração Interna de Portugal, Maria Lucia Amaral, renunciou do cargo, afirmou critério pessoal e político. A decisão foi apresentada após críticas de partidos de oposição e de comunidades locais sobre a resposta das autoridades à tempestade Kristin. O anúncio foi confirmado na terça-feira pela Presidência, a pedido do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, em Lisboa.
O presidente Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a renúncia de Amaral. Montenegro ficará interinamente com a pasta até a nomeação de um substituto. A Presidência informou que a transição ocorrerá de forma rápida para evitar lacunas na gestão do ministério.
A tempestade Kristin atingiu o centro de Portugal no início de 31 de janeiro, com ventos acima de 200 km/h e chuvas intensas. Milhares de casas, indústrias e infraestrutura crítica ficaram danificadas e ao menos seis pessoas morreram. O governo estima custos diretos de reconstrução acima de 4 bilhões de euros.
A renúncia de Amaral é a primeira do governo de maioria centro-direita, em operação há cerca de oito meses. Líderes de partidos reagiram de forma crítica, destacando falhas na resposta às tempestades. O clima político segue tenso diante da sequência de temporais que atingiram o país.
Portugal encara agora os efeitos indiretos da tempestade Nils, cuja passagem não é esperada diretamente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. As autoridades aguardam novos impactos no território à medida que as frentes climáticas se movem.
Entre na conversa da comunidade