- A Procuradoria Regional da República denunciou o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga, por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações.
- A denúncia aponta que a organização se estruturou em torno de Manga, com participação de altos funcionários, para desviar recursos públicos.
- Além de Manga, a acusação envolve a mulher dele, Sirlange Rodrigues Frate Maganhato, e mais 11 suspeitos, no âmbito de apurações da Operação Copia e Cola.
- A PF investiga fraudes em contratação emergencial da ACENI e indícios de lavagem de dinheiro, com depósitos, pagamentos e operações imobiliárias sob suspeita.
- A defesa do prefeito nega as acusações, afirmando que a denúncia é nula e fruto de perseguição política; Manga está afastado desde novembro.
Rodrigo Manga, prefeito afastado de Sorocaba, foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e outros crimes relacionados a licitações e contratações. A denúncia envolve ainda a esposa dele e 11 suspeitos.
Segundo a Procuradoria, a organização seria estruturada em torno de Manga, com participação de servidores de alto escalão e ex-secretários municipais, facilitando fraudes e desvios de recursos públicos. A autoría seria comprovada por atuação coordenada entre os investigados.
A denúncia aponta que a PF já investiga fraudes na contratação emergencial do ACENI, instituição que geria unidades de saúde da prefeitura. A operação anterior afastou Manga do cargo por 180 dias.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Copia e Cola em novembro, com foco em indícios de desvio de recursos da saúde. O caso também envolve supostos mecanismos de lavagem de dinheiro.
Relatórios indicam que em 2021 a empresa de publicidade ligada à primeira-dama prestou serviços para a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, com pagamentos estimados em 780 mil reais. A PF aponta que os serviços podem não ter sido efetivamente prestados.
Entre os investigados pela PF estão o bispo Josivaldo Batista e a irmã dele, envolvidos na igreja mencionada. A contabilidade paralela e depósitos fracionados aparecem como elementos da possível organização criminosa, segundo a procuradora.
A Procuradoria Regional da República pede a condenação de Manga à perda definitiva do cargo e a proibição de ocupar qualquer função pública por cinco anos, sob a vara competente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Explanações da defesa foram apresentadas por meio de nota assinada pelos advogados do prefeito. O texto nega as acusações, classifica a denúncia como nula e acusa perseguição política, mantendo a confiança na comprovação da inocência.
A defesa acrescenta que todas as condutas de Manga como servidor foram pautadas pela legalidade, transparência e interesse público. O processo tramita para apurar a responsabilidade dos envolvidos.
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